quinta-feira, 21 de julho de 2016

Peru dia 5, Machu Picchu



5:30 da manhã já havia uma fila enorme para subir no bus até Machu Picchu! Que excitação! Pequenos autocarros de cor verde sobem aquela estrada sinuosa e estreita, numa dança constante. Há muitos locais onde não se conseguem cruzar, mas já estão tão habituados que praticamente nem param. Eu nem conseguia olhar para baixo!




Entramos em Machu Picchu, a 2.400 metros de altitude, começamos a subir até ao local da vista clássica, a casa do guarda.




Os raios do sol a acabar de nascer ainda estavam quase horizontais ao passar por cima do monte Huayna Picchu, que significa montanha jovem. Foi um momento indescritível!



Toda a gente a tirar fotos, a filmar, mas eu tinha que desenhar. Até fiquei nervosa com tanta responsabilidade!

A escala das montanhas que descem abruptamente até aos vales, os verdes, as cores, a luz, são únicas. E eu a saborear aquelas sensações, a querer que não acabassem, que coubessem todas no meu caderno...

Machu Picchu foi, ao lado de Cusco, um dos mais importantes centros urbanos da civilização "Inca" (filho do Sol), que era o nome que se dava ao soberano que reinava sobre o povo quíchua. Aí existiam templos, calendários solares e diversas outras construções de pedra e adobe, zonas agrícolas e zonas de armazenamento, habitações dos vários estratos sociais. Supostamente o sacerdote vivia no topo do Huayna Picchu e todos os dias celebrava o nascer do sol.

Por muito tempo Machu Picchu foi considerada a "cidade perdida dos Incas", pois até 1911 não se sabia com precisão a sua localização. Sabia-se que estava no circuito do chamado "caminho Inca", isto é, um caminho pavimentado que ligava todo o império por cerca de 40 mil quilómetros. A descoberta e divulgação só ocorreu como já referi em 1911, com a expedição do arqueólogo americano Hiram Bingham.
 






 
 
 
O guia indicou-nos o último troço do caminho Inca, que se avistava a subir ainda mais a montanha, até a um ponto chamado Puerta del Sol. Esse era o local onde os caminhantes vindos de Cusco e de outros lugares avistavam pela primeira vez a cidade.

Hoje em dia pode fazer-se uma parte do caminho Inca, até Machu Picchu com guias, demorando o percurso 4 dias, com acampamento previsto para a noite. É um caminho empedrado, com zonas de escadas, através das montanhas, e bastante duro de fazer. Gostava muito de o fazer um dia, gostava...

A altitude de 2.666 cansa mais, levei uma hora até à Puerta del Sol, com muitas paragens e um valente escaldão porque o sol na montanha é muito forte! Mais um desenho lá do cimo, pois concerteza não será fácil voltar cá tão cedo!
 
 





 
 
E como a descer todos os santos ajudam, a descida foi melhor, mas mesmo assim é preciso ter muito cuidado porque as pedras são muito irregulares.

Visitámos todas as zonas do que eles chamam de santuário, e que foi no seu tempo uma cidade muito activa. A população morreu toda vitimada pela sífilis, trazida pelos espanhóis.

Descobrimos que também se pode subir a Wayne Picchu, mas disso eu já não era capaz...

Neste último desenho vê-se à esquerda uma casa, que é por onde entramos em Machu Picchu, e mais acima a famosa casa do guarda.

Não apetece ir embora, mas tem que ser...


 
 
Regressámos a Águas Calientes e de seguida a Ollantaytambo no mesmo comboio onde já tinhamos vindo no dia anterior.

Em Ollantaytambo, esperáva-nos um carro para regressarmos a Cusco.

Com o chocalhar da viagem e o regresso aos 3.000 e muito metros, lá fiquei de novo enjoada que nem um peru! Nem consegui sair à noite! Queria tanto ter ido jantar ao Cicciolina!
 

4 comentários:

  1. Os desenhos estão lindos e as fotos inspiradoras...Queria saber desenhar assim :((((

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  2. Obrigada Teresa, e... não digas asneiras!
    Fico à espera do caderno indiano cheio de lindos desenhos!

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  3. Que lugar mágico deve ser este, e o teu post é encantador.

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  4. As paisagens ficaram mesmo fabulosas, desenhar no local deve ser sido fabuloso...

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