sexta-feira, 21 de julho de 2017

10x10, no Teatro Romano

 
Mais uma sessão do 10x10, com a Guida Casela a guiar-nos e a inspirar-nos...
 





missa na igreja de São Domingos

 
Um desenho marca sempre um momento ou uma memória, como este, durante a celebração da missa no dia do segundo aniversário do falecimento do meu pai...
 
 
 
23 de Maio de 2017


last April in the Netherlands


Só o título é em inglês pois ainda não me dei ao trabalho de colocar o meu blog bilingue...
 
Quando não há mesmo tempo para mais ou a falta de tempo é a desculpa que se arranja para não desenhar, restam os tempos dentro dos restaurantes, onde se torna mais difícil arranjar a desculpa do tempo...
 
Tanto tempo e tão pouco afinal...
 
 





sexta-feira, 16 de junho de 2017

no Miradouro da Senhora do Monte

 
Mais uma sessão dos 10 years x 10 classes, desta vez com o Pedro Loureiro.
 
Cheguei atrasada, tive que fazer o primeiro exercício muito rápido (o skyline corrido de Lisboa), enquanto tinha que agarrar as pontas do meu vestido para não levantar voo, pois estava uma tão grande ventania e a temperatura começava a baixar!
 
 


No segundo exercício tratava-se de ligar um ponto alto a um ponto baixo, criando um percurso.~
As minhas colegas disseram-me que o que eu via e que parecia uma rua (vim a saber que era uma escadaria) se chamava o Caracol da Graça. Que nome estranho!



O terceiro exercício fui fazê-lo no dia seguinte, pois na véspera não aguentei o frio, mesmo com a écharpe que a Ketta simpaticamente me emprestou.
A luz da manhã torna a vista deste miradouro muito mais bonita, pois vemos a cidade toda iluminada. Para mim os miradouros deste lado são para visitar de manhã, enquanto que o de São Pedro de Alcântara é para visitar de tarde, com esta encosta toda em luz!
Apanhei rapidamente uma guia a debitar conversa, meio espanhol, meio português, mas que rapidamente se foi embora com os clientes...
Realmente hoje o turismo é "toca e foge", as pessoas depois podem ver nos telemóveis os locais onde estiveram...



E com umas sardinhas na Baixa à minha espera para almoçar, fui descer o dito Caracol, que não é nenhum caracol mas sim um zigue-zague.
No primeiro zigue, parei, pensei: -as sardinhas que esperem!

Não resisti à nesga de vista com o miradouro da Graça mesmo por cima e o da Nossa Senhora do Monte a dominar a paisagem.

É mesmo bom poder parar, olhar, ver, desenhar, eternizar momentos... as sardinhas, felizmente, ainda estavam à minha espera!


terça-feira, 13 de junho de 2017

-porque é que não tira uma fotografia?...

 
Objectos do domínio público, com o Pedro Loureiro.
Uma sessão muito bem estruturada e cronometrada, uma forma de nos por a olhar para os pormenores que fazem a diferença num desenho, que dão escala, que definem o local onde estamos como único!
 
Comentário da personagem retratada no meu último desenho:
-mas porque é que está a desenhar?
-porque gosto...
-porque é que não tira uma fotografia?
 
E como tudo o que é bom passou depressa...
 









segunda-feira, 12 de junho de 2017

Pesado como chumbo

 
Em vésperas de ir para Fátima, arrancou a primeira aula dos 10 years x 10 classes.
 
No Diário de Notícias, armados em jornalistas, por lá andámos ouvindo, aprendendo, desenhando, inventando...
Não quero com isto dizer que os jornalistas inventem....
O objecto-tema foi um peso antigo, que era o que se usava antigamente para manter no lugar o papel vegetal quando se desenhavam os projectos de arquitectura. Herdei-o do meu pai.
 
Apesar da carga de água lá fora, e de ter que ir para casa a correr fazer a mala, foi muito divertido!
 
 






sexta-feira, 2 de junho de 2017

Sketch Tour Portugal - Fátima, Day 4

 
Quarto e último dia desta viagem. As saudades já começam a entrar, o antever de um final de uma amizade e cumplicidade que iam crescendo entre nós os quatro. E também o final de algo tão bom como passar o dia inteiro a desenhar...
Já com uma outra Fátima, mais calma e despojada de gentes, fomos conhecer o Caminho dos pastorinhos do qual, tenho que confessar, nunca tinha ouvido falar!
Também não sabia que o Anjo tinha aparecido três vezes em 1916, antes de a Nossa Senhora aparecer na Cova da Iria a 13 de Maio de 2017.
 
 
                                                                Foto roubada ao Rob...
 
 
Os pastorinhos faziam este caminho todos os dias até à Cova da Iria, numa extensão de cerca de 2 km.
 
O caminho começa na rotunda sul de Fátima, e ao longo dele foram depois construídas as várias estações de Cristo. Grupos de peregrinos, de todas as nacionalidades, vão caminhando, parando, rezando.
 
Fomos até à Loca do Anjo, onde parámos e cada um no seu silêncio, começámos a desenhar.
Achei lindo o enquadramento das árvores à volta das estátuas dos pastorinhos e do anjo.
 
 
 




Outro local muito visitado, no final desse caminho, é a casa onde os pastorinhos viveram. Carradas de turistas entram e saem, tiram fotos, selfies... Apesar do espaço reduzido, e de haver uma baia a vedar a entrada, pedi à menina que estava a tomar conta da casa e consegui sentar-me (no meu banquinho) mesmo junto à janela do quarto onde Francisco faleceu. Foi a 4 de Abril de 1919, dois anos apenas depois das aparições.
As pessoas entravam, mas nem me viam (e ainda bem...), diziam uns: este é o quarto do Jacinto? Não, do Francisco, respondia outro...
Um momento de tranquilidade para mim, alheada do rebuliço à minha volta...






A casa por fora, a parede em pedra onde foi tirada a famosa fotografia dos três pastorinhos.
Montes de gente a passar, mas o que é que isso interessa? O bom do desenho também é isso, coloco o que quero, a realidade pode ser o que eu quiser...





Mas realidade mesmo foram estes quatro dias maravilhosos, que seguramente nunca irei esquecer!
Obrigada Kasia, Rob e Eduardo, que bom desenhar, estar e aprender convosco, obrigada Pedro e Duarte, que tão bem captaram alguns dos nossos momentos, e obrigada ao Turismo de Portugal e ao Mário, essa cabeça que não para de imaginar coisas giras!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Sketch Tour Portugal - Fátima, Day 3

 
Se já tinha sido difícil à noite movimentarmo-nos, no dia 13 de manhã já era quase impossível! Às 8 da manhã deixou de se conseguir entrar no recinto do santuário. Depois de muitas voltas e de furar entre a multidão, fomos para o lado sul do recinto. Perdemos logo a Kasia. O Rob e o Eduardo começaram a desenhar montras das lojas de artigos religiosos, mas eu ainda tentei de novo conseguir furar. Nem pensar, não se conseguia andar...
 
 

 
 
 
Nisto recebo uma mensagem do Rob a dizer que estavam num 2º andar com vista para todo o santuário. Tinham sido convidados pelo dono que os tinha visto a desenhar. A prova que o desenho abre fronteiras!
Juntei-me a eles, desenhei, assisti à missa, vi o papa Francisco passar mesmo por baixo do local onde estávamos! Foi maravilhoso!
 
Como escreveu o Rob, a visão da multidão parecia um quadro do Jackson Pollock...
 
 

 
 
 
Durante a celebração da missa, as pessoas passaram longas horas junto das baias, no que se esperava ser o caminho de saída do Papa. Na expectativa de o ver passar junto delas, na expectativa de uma bênção, de uma promessa realizada...
 
 



Fátima ficou impossível de circular durante todo o dia. Fomos entrevistados para o filme que contém também imagens nossas a desenhar durante o tempo ali passado:

https://www.youtube.com/watch?v=fmTpdx6g7pU


Só consegui fazer mais um desenho, dentro da basílica da Santíssima Trindade, ainda a descomprimir um pouco de tanta emoção...




Sketch Tour Portugal - Fátima, Day 2

 
Dia 12 de Maio, esperava-se nesse dia a chegada do papa Francisco. Falava-se que iria estar perto de um milhão de pessoas. Grande movimento de carros e de peregrinos logo desde de manhã. Fomos para dentro da Basílica desenhar. Algumas pessoas faziam o seu percurso lá dentro para passar junto dos túmulos de Francisco e Jacinta, outras rezavam sentadas nos bancos corridos de madeira. Pessoas de todas as nacionalidades, raças, numa manifestação comum de fé. 
 
 
 



No momento em que fomos almoçar, a vista desde o nosso hotel. Impossível não fazer um desenho...






Fomos para o santuário esperar, como todos os peregrinos, a chegada do Papa a Portugal. Que emoção ver abrir-se a porta do avião! O santuário inteiro aplaudiu!

Uma tarde passada entre cânticos, a observar e as desenhar as pessoas, a esperar que o papa Francisco chegasse à Cova da Iria.














Quando o papa Francisco chegou junto da estátua de Nossa Senhora, foi pedido silêncio. Mais de cinco minutos passaram...





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À noite, antes da procissão das velas, foi difícil encontrar um lugar onde conseguíssemos estar todos juntos. Lá encontrámos uma pequena clareira, acampámos como todos os outros peregrinos!
A Maria do Carmo Morgadinho (que eu não conhecia de lado nenhum...), que estava ao meu lado, acedeu a estar em pose para eu a desenhar...






Eu, o Rob, e a Louise, a sua mulher, o Eduardo, a Kasia, o meu marido que também estava presente, o Pedro e o Duarte que nos iam filmando, vivemos juntos a intensidade daquela noite: a procissão das velas, a multidão a cantar e a elevar alto um mar de luzes, a passagem do andor com a Nossa Senhora, que é para mim o momento mais bonito do 13 de Maio.
Senti que tocou todo o grupo. Eu comovi-me, como sempre...








terça-feira, 30 de maio de 2017

Sketch Tour Portugal - Fátima, day 1

 
O Sketch Tour Portugal é uma iniciativa conjunta do Turismo de Portugal e dos Urban Sketchers Internacional, na pessoa do Mário Linhares, e que irá ter lugar em diversas zonas de Portugal, ao longo do ano, num total de doze momentos.
Acontece no âmbito das comemorações dos 10 anos deste movimento iniciado nos Estados Unidos pelo Gabi Campanário.
 
A primeira edição foi em Fátima, durante as comemorações do centenário das aparições.
Eu tive a satisfação e a responsabilidade de ser a primeira anfitriã de outros desenhadores internacionais: O Rob Sketcherman de Hong Kong, o Eduardo Bazjek de São Paulo, Brasil, e a Kasia Szybka de Cracóvia, Polónia.
 
Como receber os sketchers de outros países, de outras religiões, como explicar o que é Fátima?
Fiz algum trabalho de casa, documentei-me, durante o caminho de Lisboa até lá fui explicando um pouco da História, e também o que eu própria sentia quando estava em Fátima, o que me fazia ir lá.  

Chegados a Fátima, ansiosos por começar a desenhar, sentámo-nos junto à capelinha das aparições, ao nosso lado passavam os caminhantes na sua chegada ao santuário em grupos, algumas pessoas de joelhos, outras também a rastejar. Testemunhámos como algumas são acompanhadas pela família, amigos, como aqueles momentos são solenes e intensos.
Foi uma primeira descoberta para o Rob, de Hong Kong, um rever de outra forma para o Eduardo Bajzek, brasileiro, que já tinha estado há muitos anos com a família em Fátima. Impressionou-os esta forma de manifestar a fé. Impressionou-os os grupos que chegavam e a alegria que traziam consigo.
Os jornalistas caíram em cima de nós, curiosos por saber porque desenhávamos no meio de todas as manifestações de fé. Fotografaram, filmaram, fizeram perguntas.
 


Com medo da chuva, refugiámo-nos debaixo das arcadas. A Basilica impunha-se, nenhum de nós resistiu a colocá-la como motivo principal.

Que bom estar a desenhar com eles, que energia, que bom partilhar momentos como este. As televisões estrangeiras estavam em grandes preparativos para as cerimónias dos dias seguintes, as arcadas eram palco dessa azáfama. Nós, no nosso mundo...




O local onde se queimam as velas foi o nosso terceiro motivo para desenhar. A intensidade das labaredas, as pessoas um pouco indiferentes a elas, prosseguindo os seus rituais. Uma cena um pouco irreal e de grande intensidade, que o Rob e o Eduardo tão bem captaram nos seus desenhos!
Eu desenhei apenas as velas, um objecto tão simples e tão pequeno mas que pode carregar em si todo um mundo de emoções!


 
 
Ao jantar estava finalmente o grupo todo reunido: a Kasia Szybka juntou-se a nós, assim como o Pedro e o Duarte que iriam captar imagens do grupo durante os dias seguintes.
 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Den Haag for the weekend


Haia é também uma cidade muito bonita. Aos poucos vou conhecendo melhor a Holanda, aproveitando e prolongando as viagens frequentes a este país que têm sido motivadas pelo facto de estar a fazer uma flagship store para uma marca de jóias holandesa, a Bron.

Estava muito frio neste fim-de-semana, acabei por desenhar mais os temas do costume: restaurantes e comida...





sábado, 6 de maio de 2017

ainda em Óbidos, os desenhadores a serem desenhados...

 
 










Óbidos, Festival Latitudes


Óbidos, Vila Literária, organiza anualmente, no final de Outubro, o Festival Folio, um festival internacional de literatura.
Este ano pela primeira vez aconteceu no último fim-de-semana de Abril a primeira extensão desse mesmo festival, o Latitudes.
Foi uma edição dedicada à literatura de viagens  Escrita, Desenhada, e até Saboreada...

Os Urban Sketchers Portugal estiveram durante quatro dias a ocupar a Casa do Pelourinho juntamente com o Grupo do Risco, liderado pelo Pedro Salgado, e três desenhadores dos Usk Barcelona: A Maru Godas, o Santi Sallés e o Lluisot.

Foram dias em que tivémos várias conferências no nosso espaço, oito no total, em que houve um wokshop, venda de livros, exposição de cadernos, cadernos ao vivo com os autores a serem mostrados.  Mas foi sobretudo ver tantas pessoas a desenhar nas ruas, no nosso terraço, a ver e a partilhar os seus trabalhos, que tornou estes dias inesquecíveis! Para o ano lá estaremos para mais!


 
 
 
 

 

 


terça-feira, 25 de abril de 2017

A casa da Nana

 
A Nana , Mariana de seu nome, conheceu-me antes de eu própria me conhecer a mim ou a Porto Covo, terra que a viu nascer.
A segunda mais velha de dez irmãos, filha de pescadores, vivia numa casa que eu, ainda muito miúda, chamava a casa do papão: era uma casa de terra batita, onde os "quartos" tinham como separação uns dos outros lençóis brancos pendurados em cordas.
Como era das mais velhas, foi muito nova tomar conta de uma avó cega, porque a mãe só gostava dos filhos homens.
 
Quando eu nasci, a Nana veio para casa dos meus pais "servir", e ajudar a minha mãe. Os meus pais incentivaram-na a estudar, tirou o curso de enfermagem e depois de psicologia. Trabalhou no IPO, chefiou uma creche, até que resolveu já depois de reformada ir viver para Porto Covo, e comprar esta casa mesmo em cima da baía.
De vez em quando, quando eu passava, lá estava ela a regar as flores, a dar de comer aos gatos e aos cães, e ela carinhosamente dizia: Então Nani, como está? E as meninas? Neste verão pude dizer-lhe que já tinha um neto, o Guilherme. Que bom, disse ela.
E sempre com o sorriso de muito carinho que eu sei que sempre teve por mim.
 
Um destes dias qualquer coisa me fez desenhar a casa. Sentada nas pedras do porto de abrigo, ao fim do dia, uma temperatura tão boa, uma luz tão bonita do entardecer. Estranhei não ver nem ouvir cães ou gatos, estava tudo fechado. Pensei, talvez tenha ido a Lisboa ao médico.
Vim a saber que nesse dia fazia um mês que tinha falecido.
 
Por vezes é difícil sabermos porque decidimos desenhar, o que nos motiva, o que nos faz querer parar o tempo. Até porque eu acredito que desenhar pode ser uma forma de amor.
 
Nana, sinto saudades suas...
 
 

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Shibuya

 
É nesta zona de Tóquio que existe um local onde várias passadeiras de peões se cruzam, e é impressionante e famoso o trânsito pedonal em horas de ponta! O meu ângulo de visão só me permitia observar as formas e o colorido dos edifícios ao entardecer...
 

domingo, 2 de abril de 2017

a almoçar tempura em Tóquio


É sabido que foram os portugueses que levaram a receita do polme que reveste os alimentos antes da fritura e a que os japoneses chamam de "tempura".
Era "fora de mão" este restaurante que nos fora recomendado, mas lá fomos nós à procura e felizmente conseguimos encontrar.
Depois do almoço, com o senhor ali mesmo ao lado na cozinha, ficámos um bocado a cheirar a fritos, mas foi por uma boa causa!



quinta-feira, 30 de março de 2017

Meiji Jingu Garden

De volta a Tóquio.
Um passeio pelo Meiji Jingu Garden que tem no interior um templo xintoísta, uma das principais religiões do Japão.
Muito bonita a escala dos pórticos, com alturas e acabamentos diferentes. Muito bonitos os verdes, a calma daquele lugar!
 

 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Kyoto, os Pagodes...

 
Bonitos os pagodes de várias alturas, grandes, pequenos, coloridos e com a sua arquitectura tão característica! Ainda gostava de perceber para que serviam tantos telhados!
 
 




sábado, 18 de março de 2017

Kyoto 3


 
O Hachidaime Gihey era um dos restaurantes recomendados pelo amigo da Ana em Kyoto. Não se podia reservar, era por ordem de chegada. Fomos cedo, mas já estavam pelo menos umas dez pessoas em fila cá fora. Quis aproveitar o tempo e desenhar a fachada, pelo que me coloquei no lado oposto da direção da dita fila. A menina que ia controlando quem chegava, disse que eu não podia estar ali. Começou o diálogo:
-Mas eu vou desenhar! Eu sou artista (para reforçar a coisa...)
-Mas vai almoçar, a fila é ali (e apontou)
-Mas eu quero desenhar deste lado
-Mas não pode, tem que estar daquele lado (e já quase a empurrar-me...)
-Então e depois de almoçar?
-Depois já pode. Agora não porque fica em frente a uma loja e incomoda essa loja.
Socorro!, pensei...
Fui à loja que eu estava a tapar, mas ninguém falava inglês. Eu dizia: Me, artista! e nada...
Só diziam que sim com a cabeça, o que no Japão pode não querer dizer obrigatoriamente sim..
Saí, veio outra menina lá de dentro do restaurante, tentei de novo contar a história, disse que as da loja tinham dito que eu podia estar ali, ela pensou, pensou, disse que sim com a cabeça e lá consegui desenhar.
Ufa!

 

Já agora, comemos muito bem!

Continuámos pelo Parque em direcção ao Templo Nanzen-ji. Bonitos os pórticos, os detalhes, as cores, as gueishas que passeavam em grupinhos e se deixavam fotografar com os turistas.
Queria desenhar uma delas, mas entretanto começou a nevar uma neve miudinha que não impediu o nosso passeio, e até posso dizer que lhe acrescentou uma beleza especial...