terça-feira, 19 de abril de 2016
Casa de Santa Maria
Domingo passado participei em mais um encontro dos UrbanSketchers, em Cascais, na Casa de Santa Maria, que fica na baía junto ao Farol de Santa Marta.
Foi construída em 1902 com projecto do arquitecto Rui Lino, e a pedido do aristocrata Jorge O´Neil.
A vista da casa seria ainda mais bonita se não tivessem construído em frente a marina de Cascais...
Mas isso não impediu que fosse um dia muito bem passado, a carregar baterias com sol, amigos, e desenho!
Primeiro, confortavelmente sentada num café, uma vista da casa e do farol.
Depois, no exterior da casa, gostei do requinte de ter um acesso via mar...
E aquele terraço, quantas histórias guardará na sua memória...
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Workshop em Lisboa com o Kiah Kiean Chng
O Kiah Kiean Chng é malaio e desenha com pauzinhos que afia e molha em tinta, isto dito de forma a simplificar a descrição!
Tinha feito o Workshop dele no simpósio em Singapura, não quis perder estes dois dias em Lisboa a "tentar" desenhar com esta técnica. Muito frio, o tempo, mas muito giro estar a aprender com ele e com todas as outras pessoas que participaram!
No aqueduto das Águas Livres:
No Panteão Nacional:
Em Alfama:
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Obrigada filhas!
Durante a manhã do terceiro dia na ilha, fomos à Caldeira Grande, onde existe uma nascente com água a 33º que alimenta piscina naturais. Era bastante apetecível um mergulho, estava cheia de turistas, o meu marido foi mais afoito, mas eu tive preguiça de me atirar lá para dentro!
De seguida fomos até à Lagoa do Fogo. Mas como nos Açores o tempo muda muito rapidamente, não se via nada com o nevoeiro que se levantou, pelo que rumámos até Ponta Delgada para almoçar. Desta vez as cracas e as lapas fizeram a sua estreia! De tarde regressámos à Ribeira Grande, que se preparava para a sua festa anual "Cantar às Estrelas". Grupos de várias freguesias desfilam pela cidade, cantando uma música feita para aquela ocasião. As ruas estão cheias de gente, gostei muito de ver, mas no final refugiei-me na Igreja, estava mais calmo que cá fora...
E assim se passaram três óptimos dias, um belo presente Natal que nos foi oferecido pelas nossas filhas! Obrigada filhas!!segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
domingo nos Açores
Ficámos instalados no Santa Bárbara Eco Resort, mesmo junto à Ribeira Grande, a norte da ilha.
Esta unidade hoteleira foi inaugurada há menos de um ano, tem uma integração perfeita na paisagem, uma decoração muito gira, uma praia privativa ao cimo da qual comecei (já tardiamente) o meu dia de domingo.
Depois Ponta Delgada, e almoço no Cais 20, com uma bonita vista sobre o mar e sobre o meu prato: o cavaco (que desta vez não desenhei), mas que estava delicioso!
Como o sol abriu, rumámos em direcção à Lagoa das Sete Cidades. Estava fresquinho lá no cimo, decidi-me por uma vista do Miradouro do Cerrado das Freiras. Como não sei (ou melhor, não sabia) qual era a verde e qual era a azul, pintei as duas da mesma cor! Afinal a azul é a da direita...
Já de regresso à Ribeira Grande, uma visita ao ARQUIPÉLAGO, Centro de Artes Contemporâneas.
O projeto deste complexo mantém no conjunto o caráter industrial e destaca o diálogo entre um edifício existente (antiga fábrica de álcool / tabaco) e a nova construção. Gostei muito da interligação entre os espaços interiores e exteriores. Muito bonita também a colecção exposta, que pertence a António Cachola.
Fui desenhando o que ia vendo, sem pressas, sem objectivo definido, à medida do que me ia dando prazer...
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
nos Açores
Voltei aos Açores, mais precisamente a S. Miguel, depois de um interregno de cerca de 30 anos. Encontrei uma ilha ainda mais bonita do que o que tinha guardado na minha memória.
No dia da chegada uma ida às Furnas, ao Parque Terra Nostra e ao cozido do Miroma que estava muito bom! À noite jantei o bife à Alcides, no Alcides em Ponta Delgada. Os dois clássicos ex-libris gastronómicos da ilha.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
O pavilhão de Radio do IPO
No Domingo seguinte voltei ao IPO para fazer um desenho para oferecer, como nos foi sugerido. O Pavilhão de Rádio (onde a minha queria tia Ana trabalhou muitos anos), foi o tema que escolhi. E o contraste entre a arquitectura e a vida, neste caso sugerida pela árvore, que mesmo com mutações, consegue resistir ao tempo e aos tempos...
Pesquisando sobre o edifício:
Projectado em 1927 pelo arq. Carlos João Chambers Ramos e inaugurado em 1933, no período do aparecimento da arquitectura moderna portuguesa, é um dos escassos e claros exemplares de cariz funcionalista e racionalista, na linha de Walter Gropius,, numa época dominada maioritariamente por outras linguagens.
Foi a primeira construção europeia a obedecer às directrizes exigidas para aplicação das radiações, definidas no II Congresso Internacional de Radiologia, realizado em 1928, na cidade de Estocolmo.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
a desenhar no IPO
Fomos convidados, como Usk Portugal, a desenhar no IPO, Instituto Português de Oncologia.
É um local que visitei muitas vezes em miúda, pois duas tias minhas trabalharam lá há muitos, muitos anos.
No âmbito deste projecto e durante duas semanas vários desenhadores captaram locais, ambientes, cenas, em zonas públicas e em zonas de acesso restrito, e no sábado passado houve um encontro no qual participei. Fomo-nos distribuindo por grupos, a nossa simpática guia propôs este espaço, a sala de Quimioterapia. Foi onde fiquei a desenhar, com a Rosário, a Manuela o Jorge e o Zé, sentindo o calor humano de quem estava comigo em contraste com aquela sala que nos suscita sentimentos tão agrestes. Mas a vida é mesmo assim, feita de várias perspectivas e também de memórias, como as deste espaço que seguramente serão muitas...
"Na Sala de Quimioterapia, a Cadeira. Confortável ou ameaçadora? Esperança, fé..."
Depois desenhei um dos equipamentos de Ressonância Magnética. Este é o mais moderno do IPO.
A linha no pavimento vermelha e branca delimita o espaço que se pode pisar. Se se ultrapassar essa linha corremos o rico de o campo magnético nos fazer ficar agarrados à máquina! Disseram que já aconteceu isso a um aspirador! No tecto, uma simulação de uma claraboia através da qual se vislumbra um céu azul, nuvens e árvores...
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Exposição Narrativas de Interculturalidade
Visitei ontem pela primeira vez a recentemente inaugurada exposição "Narrativas de Interculturalidade" patente na Casa dos Mundos ( rua Nova da Piedade, 66).
O desafio era desenhar espaços comerciais onde estão não portugueses, do Martim Moniz à Praça das Flores, em locais identificados previamente. Desenhei o Bar Cantinho, na rua do Benformoso.
Ao entrar lá tive uma agradável surpresa ao ver o meu desenho em tamanho maxi na sala de entrada da exposição, que depois continua no primeiro andar onde estão todos os desenhos que foram feitos pelos urban sketchers. A exposição está linda, os desenhos fantásticos, o vídeo do Vasco a completar o ambiente! Vale a pena ir visitar, e que bom fazer parte deste grande grupo!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
17, uma espécie de biorritmo nacional...
Encontro dos Urban Sketchers Portugal em Mafra
"Pelos justos motivos decidi construir um convento junto à vila de Mafra..."
D. João V
Depois de ouvir a explicação acerca do Palácio Nacional de Mafra (que para mim sempre foi o Convento de Mafra), pelo professor Manuel Gandra, só posso concluir que a data do encontro no dia 16-1 tinha uma intenção, ou seja, 16+1=17!
Segundo ele o número 17 é uma espécie de biorritmo nacional. É um número muito difícil de obter e também muito importante do ponto de vista simbólico.
As figuras geométricas que se inscrevem na fachada, os 12+12 pilaretes em círculo na entrada, os ângulos de 17º no pavimento de pedras preto e branco (trevas e luz), a localização planeada deste edifício a 7 léguas e meia do Terreiro do Paço, o lançamento da primeira pedra a 17 de Novembro de 1717, ...
Muito interessante tudo o que foi explicado pelo professor acerca daquele monumento que, segundo o Alexandre Herculano, seria "uma sensaboria de pedra".
Um belo encontro onde, no que me diz respeito, muito ainda ficou por desenhar!
Na entrada da Biblioteca, onde existem umas baias que nos impedem de entrar e melhor apreciar a grandiosidade do espaço...
Dentro da Basílica, um dos seis famosos órgãos. Muito bonitos!
Cá fora, a encaixar a fachada nos quadrados e à procura dos números...
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
de génio e de lo(u)co, todos nós temos um pouco...
No recém inaugurado restaurante Loco, junto à Basílica da Estrela, tudo contribui para dar prazer aos sentidos: a decoração da sala, o ambiente, a sequência das iguarias, a forma como como vêm apresentadas, as cores, os sabores...
Existe uma simbiose entre cozinha e sala, por vezes é o Chef Alexandre Silva que nos prepara a nova etapa, como no caso da sopa de enxaréu no balão de café.
Genial, diria eu, e de louco... apenas as quatro letras...
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
quando o(a) Chef assina "obrigada mãe"!
A minha filha mais velha, Ana Moura, está à frente da cozinha do recém inaugurado restaurante Cave 23, no Torel Palace em Lisboa. Escusado será dizer que recomendo...
É agora a minha vez de fazer uma dedicatória:
Ana,
Muitas felicidades no teu futuro é o que eu te desejo minha querida! Mãe
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Feitoria
O restaurante Feitoria fica no hotel Altis Belém, em Lisboa. Tem à sua frente o Chef João Rodrigues e neste momento também uma estrela Michelin. O Menu fala do espírito aventureiro dos portugueses como fonte de inspiração dos pratos, e de uma cozinha de sabores tradicionais com influências do Oriente.
Bonita a forma como a comida vem apresentada, a diversidade dos "suportes" onde é empratada, desde taças, placas rectangulares, pratos de grandes dimensões, a bases de cortiça ou caixas de madeira.
Deliciei-me com as formas e cores de tudo o que observei, desenhei e provei!
Novembro 2015
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Chimera
É o nome de um restaurante na Rua do Salitre que fui conhecer no passado sábado.
Chimera, em português quimera, pode ter diversos significados, depende como é empregada. Quimera pode ser um peixe, uma figura mítica, um fenômeno genético, entre outras coisas.
Quimera é um peixe cartilaginoso que vive em águas profundas em todos os mares, é um peixe pouco comum e são relacionados com os tubarões e as raias. Existem cerca de 30 espécies no mundo, todas marinhas, sendo que a maioria vive nas profundezas.
Quimera também um substantivo feminino que indica uma esperança ou sonho que não é possível alcançar, uma utopia. Por esse motivo, alguns sinónimos para quimera são: devaneio; fantasia; ficção; imaginação.Mais uma vez, para contar a minha história, desenhei. Desenhei porque me dá prazer. Desenhei porque quando desenho também entro na minha quimera, no meu sonho...
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
A última sessão de "Um ano a desenhar para o futuro 2015" (e a primeira em que participei) foi orientada pelo Eduardo Salavisa. Pediu-nos perspectivas de espaços interiores que apanhassem mais do que o normal, recorrendo ao curvar de algumas linhas. Acho que curvei demais, ficam os desenhos resultantes do exercício que me partiu a cabeça mas que ao mesmo tempo também me deu imenso gozo!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
- Oh mãe, os meus óculos não parecem cool...
Sábado à noite a jantar no restaurante Chimera, na rua do Salitre em Lisboa. A decoração é uma não-decoração, o som ambiente é dado por discos que tocam num gira-discos (no buraco à esquerda no desnho), no tecto estão aplicadas caixas de madeira, tipo caixas de frutas e legumes, e por aí em diante... Comemos nem bem nem mal, mas como eu costumo dizer: check!
PS. - Penso que não preciso explicar o título deste post...
Encontro UskP no Forte de São Julião da Barra
Era aliciante a proposta de conhecer por dentro um Forte cujo exterior já tinha desenhado diversas vezes. Fomos percorrendo o interior (é muito maior do que parece por fora) e ouvindo as explicações da nossa guia, até que comecei a sentir a "impaciência" do costume por começar a desenhar!
Estava vento e algum fresco no exterior, mas não era o momento de pensar nisso...
Fiz um primeiro desenho, num dos pontos mais altos, um segundo na mesma zona a olhar o casario e a Torre do Farol, e um último desenho, feito a partir da guarita mais pequena que se vê no primeiro, mas na direcção oposta. Pouco tempo para tantos pontos de vista tão interessantes, mas o suficiente para uma manhã muito bem passada!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Sintra
Mais um encontro de UrbanSketchers, desta vez em Sintra.
Cheguei um pouco antes da hora, já lá estava a Patrícia, e começámos a desenhar a encosta. Foquei-me numa casa (a de cima), um dos projectos mais conhecidos do arquitecto Raul Lino: a Casa dos Penedos, que segundo consta estará à venda.
Na Sala dos Cisnes, um dos bonitos lustres suspensos do tecto
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