terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

ontem no Cru

 
Ontem houve mais uma sessão de Desenho Cru. Fui alternando entre caneta de tinta permanente, grafite, marcadores Tombo. A primeira modelo foi a Virginie, francesa como se pode perceber pelo seu nome, que, apesar de ser a primeira vez que fazia isto segundo ela, se saiu muito bem!
 
 
 

 
 
 
 



















Depois veio o José Gomez, com uma viola eléctrica e uma música de acompanhamento que ele comandava com o pé. Não percebi bem se ele tocava alguma coisa, ou se o acompanhamento é que fazia tudo! A música começou a cansar-me...

















E assim se passaram e bem duas horas entre amigos e desenhos! Pena que tive que sair a correr! Obrigada Sara, Virginie e José!
 

domingo, 25 de janeiro de 2015

Vera Cruz



                                                                               (desenho retirado da net)

"A caravela foi uma embarcação inventada e usada pelos Portugueses durante o período dos Descobrimentos nos séculos XV e XVI.
A caravela portuguesa era uma embarcação rápida, de fácil manobra, apta para a bolina, de proporções modestas e que, em caso de necessidade, podia ser movida a remos. As caravelas eram embarcações de fraco calado que podiam facilmente subir os rios da costa africana.
Foi numa Caravela que Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança, em 1488.
A Caravela Vera Cruz é uma réplica exacta das antigas caravelas portuguesas.
Foi construída no ano 2000 no estaleiro naval de Vila do Conde no âmbito da comemoração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.
Destina-se a possibilitar o treino de vela e experiências de mar, sobretudo a jovens, a participar em provas e outros eventos náuticos, à investigação do comportamento e manobra das antigas caravelas e à realização de visitas de estudo com escolas em Lisboa e outros portos nacionais".



 



O primeiro desenho, acima, foi feito durante mais uma das sessões do Alfabeto Lisboeta (a letra N de Navios) junto à Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos. Foi pedido um desenho com medidas rigorosas, de escorço, palavra que nunca tinha ouvido...
Apeteceu-me explorar mais o dito escorço, e no dia seguinte voltei para desenhar, desta vez num formato maior. É como se costuma dizer, o criminoso volta sempre ao local do crime!


 

                                                                                                                     17 Janeiro 2015

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Convento da Cartuxa: dois tempos, duas cores, uma história

 
Dois tempos, duas cores, uma história
 
O primeiro tempo foi ao fim da tarde, já quase sem luz, a espreitar através das grades trabalhadas do portão fechado. A palavra "clausura" impõe respeito, e também curiosidade. O que estará lá dentro?
Um desenho a aproveitar a luz que ainda resta, quando vejo dirigir-se para mim um frade com carapuço, que me pergunta: Posso ajudar?
 
 
 
 
Abre o portão, e eu explico que estou a tentar desenhar, mas que a luz já é pouca...
Tentou abrir uma luz para que eu pudesse ver, mas sem sucesso. Diz-me então que precisava dizer uma coisa ao meu marido, mas que gostava que eu ouvisse.
Fui curiosa, segui-o até junto ao carro. Então começou a contar a história da vida, que já ali estava há 40 anos, que tinha nascido em Goa, porque tinha seguido aquela vocação, que agora no Convento eram apenas 5 (já tinham sido 40), que uma vez tinha estado lá um jornalista e que tinha publicado a conversa que tinha tido com ele, sempre perguntando quem éramos, o que fazíamos! E com uma alegria e energia cativantes! Já era noite quando nos despedimos, com um gosto bom do inesperado do momento.
 
Voltei no outro dia, desenhei a castanho o segundo tempo, já com luz. Mas o desenho ficou incompleto. Faltaram as histórias do irmão António Maria.
 
 
 
                                                                                                                                                         Évora

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

je suis Charlie


Como estava em Paris no fim-de-semana, não pude deixar de participar na manifestação do passado domingo. Na sede do Charlie Hebdo estavam flores, velas acesas, mensagens e muitas pessoas que silenciosamente prestavam homenagem às vítimas do atentado.
Já na Place de la Republique e nas ruas próximas, uma multidão de todas as nacionalidades, credos, idades, raças, dizem que estariam cerca de um milhão e meio. Muitas crianças, um ambiente calmo, sereno, emocionante. Era bom que tudo isto servisse para mudar alguma coisa!
 
 

em Vila Viçosa

 
É imponente o Paço Ducal em Vila Viçosa, em contraste com a simplicidade da casa onde viveu Florbela Espanca. Vêm-me à memória outros tempos, recordo a minha mãe a recitar o poema... 
 
 

sábado, 10 de janeiro de 2015

a Tasquinha do Oliveira

 
A Tasquinha do Oliveira fica em Évora. Tem apenas cerca de 12 lugares, e é um restaurante onde já tínhamos tentado ir diversas vezes, mas sempre sem sucesso!
Desta vez conseguimos reserva, sábado à hora de almoço, o que se revelou bom pois já não precisámos jantar!
Estava um grupo animado e simpático de brasileiros com quem ainda metemos conversa, e o sr. Oliveira lá ia conversando também. Tudo muito bom, recomenda-se uma visita!
 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

pelo Alentejo


Passei o ano no Alentejo, no litoral, e dia 2 rumei em direcção ao Alentejo interior.
Uma passagem por Ferreira, almoço em Estremoz, Elvas já em passeio nocturno.
Registando o que me pareceu digno disso, ou quando tive oportunidade, experimentando, sem receios, como no caso da perspectiva do Aqueduto... Afinal, e fazendo minhas as palavras de outrém, "isto é apenas um caderno gráfico"!







quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

fim de tarde em Ipanema


Fim de tarde e fim de viagem. A aproveitar o final de domingo, na esplanada junto à praia de Ipanema, antes de embarcar para Lisboa.
A opinião era unânime: Ficávamos bem mais uma semaninha no Rio!

O último desenho e aquela sensação de que "agora é que estava a aquecer os motores"!
E também a quase certeza que, hei-de voltar!



quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

na praia de Ipanema

Domingo de manhã na praia de Ipanema, a aproveitar o calorzinho do sol e a fazer um desenho sem pessoas, apesar das muitas que lá estavam! O nosso hotel ficava mesmo em frente, era só pegar numa toalha e numa cadeira e atravessar a rua. Na praia estão sempre a passar vendedores de tudo e mais alguma coisa: bikinis, panos, bijuterias, limonada, bolos, pastéis, água. À hora de almoço já nos sentíamos demasiado lagostas, pelo que resolvemos optar apor uma ida à feira hippie.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Cidade maravilhosa...

 
Quando se sobe no teleférico ao Pão de Açúcar, existe uma primeira paragem no morro da Urca. A vista de 360º é maravilhosa!
Foi ai que me detive (nestes talvez 45º), em frente ao Corcovado, com a baía de Botafogo em baixo, mesmo antes do pôr-do-sol.
 




terça-feira, 23 de dezembro de 2014

no Jardim Botânico

 
Sábado de manhã, enquanto as filhas estavam na praia, fui conhecer o Jardim Botânico.
 
Com tanta verdura para desenhar não percebi porque me deu para desenhar está árvore com o tronco oco. Vim depois a entender.
 
Quando estava a desenhar o Orquidário, alguém me pediu para dar uma olhada nos outros desenhos. O guarda, que estava perto de nós, ao ver a árvore oca, disse: Essa árvore tem fantasma, quer ver? Sacou do telemóvel onde estava uma foto com a dita árvore e uma luz branca a sair de dentro!
Foi então isso que me atraiu na árvore, comentei eu! 
 

 


Comecei calmamente  a fazer uma aguarela do lago, sentada à sombra no relvado, quando outro guarda me disse que ao fim-de-semana não se podia pisar na relva! Restou-me a alameda principal, bem bonita aquela escala das palmeiras com o céu azul!


sábado, 20 de dezembro de 2014

Rio, na Cidade


Sexta-feira acordei cedo para ir andar (ou tentar correr) no Calcedão, mas eis que estava a chover! O nosso hotel ficava muito bem localizado, mesmo em frente ao mar em Ipanema.

De manhã fomos para a Cidade, a tradução à letra de City, a zona dos escritórios, bancos, etc. Uma zona que fervilha de carros e de gente durante a semana, mas que está vazia durante o fim-de-semana.

Quando acabei o meu curso de arquitectura estive dois meses a trabalhar no Rio, nesta zona, e a viver em Santa Teresa em casa de amigos.
Guardo boas recordações desse tempo, tempos em que ainda não havia telemóvel nem computador e em que ainda se escreviam cartas!

Fomos ver a exposição "Ouro, o fio que costura a Arte do Brasil", patente no Banco do Brasil. É patrocinada pela H.Stern, por isso tivemos a sorte de ter um guia privado, o Christian Hallot, amigo de há longa data. Gostei muito!
 
 
 



Depois de um óptimo almoço no restaurante Cais, onde nos recebeu uma portuguesa simpática, uma passagem pela Confeitaria Colombo. Quando se entra parece que estamos a entrar na Versailles, ou no Majestic no Porto, não só pela decoração mas também porque os doces são todos os do nosso país.
Foi fundada em 1894 por emigrantes portugueses, e é um dos pontos de atracção turística do Rio de Janeiro.

Seguimos até às escadinhas de Santa Teresa, para tirar umas fotos, mas com algum receio porque não é muito aconselhável andar por aquelas zonas. De novo no centro...



 
 
...o que deu para fazer da Igreja da Candelária, pois as filhas já estavam com frio! Seguimos de metro até ao hotel, para depois ir jantar ao Sushi Leblon.

 
 
 


Sábado voltei a esta zona, já com sol e com as ruas vazias. Gosto desta mistura de edifícios antigos e modernos, a diferença das formas e volumes. Esta esquina fica perto da Confeitaria Colombo, onde ainda consegui comer uma mini tarte de morango antes que fechasse!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

o Rio de Janeiro continua lindo...

 
Primeiro dia no Rio de Janeiro com as minhas filhas Clara e Catarina. Esta viagem seria para estar com as três filhas, mas a Ana não podia ir nesta altura do ano...
 
Como boas turistas, fomos subir ao Corcovado.
Uma primeira paragem no Mirador D. Marta. A vista é fabulosa, até faz nervoso miudinho de tanta beleza e tanta informação!
Fiquei-me pelo desenho a preto e branco (uma heresia), para seguirmos viagem!
 
 




Ainda na zona do mirador, a olhar na direcção do Corcovado.




Lá em cima, na base do Cristo, é difícil estar a desenhar com tanto turista e tanta cotovelada! Tentando estar imune a esses estímulos externos, ainda consegui fazer um desenho a preto a branco a olhar o Pão de Açúcar. Na minha memória, no entanto, as cores e a magnífica paisagem vão continuar vivas e brilhantes! Resta-me essa consolação!



sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A minha Árvore de Natal UrbanSketcher


"Natal em Lisboa"

Lisboa é a minha cidade, que eu gosto de interpretar em aguarelas.

Uma cidade cheia de recantos e de encanto. Uma cidade que agora se veste de luzes e cores.

É tempo de festa. É tempo de partir à descoberta. Benvindos a Lisboa!




Fui convidada pelo Hotel Intercontinental em Lisboa, juntamente com mais algumas pessoas ligadas às artes, a fazer uma Árvore de Natal criativa.
O resultado: Uma árvore de luz com bolas transparentes, onde coloquei oito aguarelas de Lisboa, feitas em formato postal. Chamei-lhe "Natal em Lisboa".
Vai estar no hall do Hotel até dia 7 de Janeiro de 2015, espero a vossa visita!



























 Agradecimentos: Horto do Campo Grande e António Ribeiro Matos.



























terça-feira, 2 de dezembro de 2014

volta-te e torna a confiar nos teus olhos...


 

 
 
Em Julho, na última sessão de um workshop dado pelo Mário Linhares, Lisbon Story, nas Escadinhas do Duque, antes de irmos todos jantar à Trindade. 
A mesma localização do observador, um desenho com dois pontos de vista opostos, e também duas atitudes, era o desafio.
As frases são retiradas do filme Lisbon Story, feito em Lisboa em 1994 pelo Wim Wenders.