sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Sintra, no Palácio da Pena

 
Depois do Palácio Nacional de Sintra, o Palácio da Pena, bem no topo da Serra de Sintra. Ainda se sobe bastante até lá chegar, mas vale a pena!
 
Era um antigo mosteiro construído por D. Manuel I, que D.Fernando II adquiriu em 1838 e transformou na sua residência de verão. O novo projecto de remodelação e ampliação foi encomendado ao mineralogista e arquitecto amador alemão, o Barão von Eschwege.
 
O palácio ostenta uma mistura de estilos, neo-gótico, neo-manuelino, neo-islâmico, neo-renascentista, alusões à arte indiana, bem ao gosto romântico do Séc XIX. Representa o expoente máximo do romantismo em Portugal. Muito bonitos todos os elementos decorativos interiores, desde aos estuques trabalhados e pintados, às cantarias, que resultam em ambientes de um exotismo surpreendente.
 
 
 
 
 
A torre mais alta pertencia ao Antigo Mosteiro. A ocre as zonas chamadas de Palácio Novo.
 


Gostei muito de ver, na sala que era o atelier do rei D. Carlos, as telas inacabadas de sua autoria.



 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Sintra, no Palácio Nacional

 
Um fim-de-semana em Sintra para conhecer locais que, apesar de tão perto de onde sempre vivi, ainda nunca tinha tido a vontade ou oportunidade de visitar.
 
Primeiro fiquei impressionada com a quantidade de turistas que visitam a cidade, com a organização de pequenos autocarros que circulam entre os pontos mais turísticos, com a simpatia de todos, com os folhetos explicativos de cada local.
 
Começámos com a visita ao Palácio Nacional de Sintra, cuja história milenar começa durante o domínio muçulmano na Península Ibérica. Muito bonitos e variados os azulejos, bem como os motivos decorativos de todo o Palácio. Imponentes a Sala dos Brazões e a Sala dos Cisnes.
 
Nessa última ainda fiz um postal com a vista, o Castelo dos Mouros em frente.
 
 
 
 
 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Casa Batlló




É um prazer estar em Barcelona e é um prazer desenhar Gaudi!
Mesmo quando as pessoas quase se sobreponham à beleza deste edifício no Passeig de Gracià.
Primeiro a caneta cinzenta à procura das formas, depois a linha preta e a aguarela.
E, como sempre, quando estava a começar a aquecer os motores, é chegada a hora de regressar!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Palau Güell

 
 
O Palau Güell em versão BD.
Os detalhes que mais gostei, que na época foram inovadores, que me captaram a atenção, que contam por si sós (espero!) uma história.
 
 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Sagrada Famíla


A manhã começou cedo. O ponto de encontro era o Hotel Generator (onde fiquei estes dias em Barcelona). Durante a manhã o Lapin era quem nos acompanhava no Workshop. Chegados à Sagrada Família, o Sagar Forniès juntou-se a nós. Percorremos o templo com uma guia, que nos foi explicando alguns detalhes. "O projecto da catedral da Sagrada Família foi iniciado por Gaudi em 1883, quando tinha apenas 31 anos de idade. A esta obra dedicou 40 anos da sua vida, sendo os últimos 15 quase em exclusivo, até à sua morte em 1926".
Esmagados com tanta beleza e grandiosidade, subimos então a um local (onde o público não pode normalmente aceder), no final da nave central mesmo em frente ao Altar-mor, de onde se avistavam de mais perto os tectos e todos os pormenores deste espaço magnífico! O Lapin propôs como primeiro exercício captar as diversas formas, as nuances das cores dos materiais.

 
 
 
O segundo exercício foi desenhar a fachada da Natividade, a única feita por Gaudi ainda em vida, em contrapicado! O sol estava muito "caliente", mas ninguém desistiu, nem eu com a dor de pescoço que se começou a instalar!
 




Foi muito interessante a partilha de desenhos, a apreciação e explicações do Lapin!
O grupo dispersou-se a seguir ao almoço, mas eu resolvi ficar dentro da catedral a observar, a absorver a magia deste espaço, a desenhar mais alguns detalhes, como os vitrais, este Cristo suspenso junto ao Altar-mor. Não me apetecia sair, queria prolongar as sensações, o momento...


 

sábado, 5 de julho de 2014

Casa de les Punxes





Fim de tarde, antes de ir jantar ao Boca Grande.
A mancha e depois a linha.
Não faz parte da obra de Gaudi, mas é um bonito edifício projectado pelo arquitecto Josep Puig i Cadafalch, e um dos mais atractivos da Avinguda Diagonal em Barcelona. Embora construído em 1905, tem aspecto medieval com uma mistura de elementos que recordam a arquitectura gótica europeia.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Park Güell


O Park Güell foi originalmente pensado para ser um grande projecto imobiliário, com habitações de luxo, com todos os progressos tecnológicos da época e acabamentos de grande qualidade artística.  Encomendado por Eusebi Güell, foi construído entre 1900 e 1914. Revelou-se no entanto um fracasso comercial. Em 1926 inaugurou como parque público.
É uma obra da fase naturalista de Gaudi. Formas orgânicas, novas soluções estruturais, o "Trencadís", técnica decorativa que consiste no revestimento de superfícies com pedaços irregulares de cerâmica de cores vivas que tão bem caracterizam este parque e a obra do arquitecto catalão.
Linda a vista sobre Barcelona (sem turistas a tapar...).




No recinto do parque, junto ao Caminho do Rosário, situa-se "La Torre Rosa", a Casa-Museu Gaudi. Foi onde viveu os últimos vinte anos da sua vida.
Desenhada pelo seu colaborador Francesc Berenguer, mas assinada por ele próprio, a casa exibe uma colecção de objectos pessoais e obras de Gaudi. Na entrada, num pequeno pedestal, uma estátua de Santo António a quem ele, ao que consta, faria um pequena saudação ao entrar e ao sair de casa. Tivemos a possibilidade de subir ao terraço, local a que um turista normal não pode aceder. Já de volta ao jardim exterior, existe uma pérgula formada por arcos parabólicos desenhada por Gaudi. Foi aí que me detive, ao abrigo do sol quente que se fazia sentir.



quinta-feira, 3 de julho de 2014

Drawing Gaudi, La Pedrera



 



 
 
 
Não confortável com o facto de a Nina Johansson não estar a dar este workshop como previsto(apenas o Swasky), com o vento que se fazia sentir no terraço, com as indicações "a mancha e depois a linha" (onde é que eu já ouvi isto?), a "linha grossa em primeiro plano"... Mas na verdade a obra de Gaudi consegue fazer-nos ultrapassar tudo, por isso, "Let's enjoy!". Fabulosas estas chaminés antropomórficas!
 

terça-feira, 24 de junho de 2014

percorrendo Castelo Branco




Largo do Espírito Santo
 
 
 

 Vista sobre a cidade antiga e o castelo, desde o Centro de Cultura



 a mesma Praça, dois pontos de vista, dois caminhos, qual escolher?

 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Castelo Branco, no jardim


Jardim Perdido
 
Jardim em flor, jardim de impossessão
Transbordante de imagens mas informe
Em ti se dissolve o mundo enorme
Carregado de amor e solidão
 
O verde das árvores ardia
O vermelho das rosas transbordava
Alucinado cada ser subia
Num tumulto que tudo germinava
 
A luz trazia em si a agitação
De paraísos, deuses e de infernos
E os instantes em ti eram eternos
De possibilidade e suspensão
 
Mas cada gesto em ti se quebrou, denso
Dum gesto mais profundo em si contido
Pois trazias em ti sempre suspenso
Outro jardim possível e perdido
 
Sophia de Mello Breyner
 
 

Castelo Branco


Mais um excelente Encontro de Urban Sketchers, desta vez em Castelo Branco. Cheguei sexta à noite, ainda a tempo de me encontrar com a Manuela Rolão que tinha ido com um marido (um sketcher estreante), o Luís Ançã e o Tiago Cruz.

Durante o fim-de-semana andámos sempre em grupos, o que é uma coisa que cada vez me dá mais prazer. Estarmos juntos, mas de alguma forma cada um estar no seu mundo. E partilharmos formas tão diferentes de expressão!

Talvez por esse motivo os meus desenhos foram todos tão variados, que confesso estar com dificuldade em os "arrumar"!

Sábado começámos por visitar a exposição de artistas sul-americanos, pertencente ao Museu Berardo, no Centro de Cultura Contemporânea. Muito bonita.
 

 o Filipe a desenhar, (desculpa Filipe, não estás nada igual..) e eu a inventar...
  
 ainda no Centro, depois no Largo Espírito Santo
 

no Largo do Espírito Santo
 


à tarde durante a palestra na Junta de Freguesia, os nomes dos palestrantes e os temas
 

os assistentes...
   

e durante as refeições, o desenho não dá tréguas...
 
 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

as gravuras do Côa


Ainda por terras do norte, fui finalmente ver as gravuras do Côa. O nosso guia dizia que naquele tempo é que existiam verdadeiros artistas! Em baixo alguns desenhos gravados na primeira rocha que foi descoberta, numa zona chamada Canada do Inferno. Mais de 60 locais ao longo do rio Côa, num raio de 150 km foram até agora identificados. O Vale do Côa tem também uma grande variedade de aves, plantas silvestres, árvores, algumas quase em extinção, sendo visitado durante todo o ano por muitos grupos nacionais e estrangeiros. Uma visita que recomendo!
 









Depois de um almoço em Escalhão, uma visita que nos disseram ser obrigatória, à Igreja Matriz.
O motivo: no retábulo da Capela-mor, Jesus Cristo aparece retratado com um irmão gémeo...

 
 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Marialva


A aldeia histórica de Marialva localiza-se na Beira Alta, concelho da Mêda. Designada Civitas Aravorum no tempo dos romanos, foi ocupada depois pelos Godos e mais tarde pelos árabes. D.Afonso Henriques mandou-a repovoar, mais tarde D.Sancho I.

Casas do Côro é um turismo rural (quase se poderia designar como "rural chic") que pertence a um casal que ao longo dos anos tem vindo a recuperar pequenas casas, transformando-as em quartos, suites, apartamentos, com uma decoração confortável e de muito bom gosto.
Chegámos num dia feriado, o 1º de Maio, a tempo de apanhar um pouco de sol na piscina, e de tomar uma bebida fresca que nos foi simpaticamente oferecida.
Chega a hora de jantar. É servido numa grande sala, ainda pudemos ver o pôr-do-sol através da janela do fundo, onde estava um animado grupo de estrangeiros. A comida é servida num ritual que nos faz sentir querer ficar ainda mais tempo do que apenas um fim-de-semana! E tudo muito bom!







 






No topo de um penedo granítico, em posição dominante sobre a vila e a planície, ergue-se o Castelo de Marialva. D.Afonso Henriques iniciou a sua construção. O conjunto actualmente em ruínas, foi estruturado em função do dispositivo militar, e compreende dois núcleos amuralhados. Duas Igrejas estão no seu interior: a Igreja da Misericórdia e a Igreja de Santiago. Ouviam-se os cânticos, pois era a hora da missa de domingo.


 



 
Mesmo antes de regressar a Lisboa, a vista (linda!) do solário das Casas do Côro, com a piscina em baixo, o castelo em frente. Prometemos voltar! 
 

sábado, 14 de junho de 2014

era domingo...

 
Era domingo e eu queria apanhar banhos de sol. Fui até à Praia da Torre, mas como estava vento apanhei mais banhos de areia! E como não consigo estar parada...





Era domingo e eu queria apanhar banhos de sol. Queria ir até à Praia da Torre mas não tinha companhia e não me apetecia ir sozinha! Idéia: Aqui bem perto de mim, junto ao Tejo, deveria haver algum lugar onde me pudesse expor ao sol. Parque do Tejo: encontrei um vale entre duas lombas de relva, um lugar recatado, que até deu para estender a toalha de praia! De novo o bichinho que me obrigou a sentar e desenhar...


terça-feira, 10 de junho de 2014

Grazalema

 

Quando vi anunciado pela Inma Serrano um Encontro de Urban Sketchers em Grazalema, fiquei logo cheia de vontade de participar. Pareceu-me que o grupo era muito interessante, assim como aquela zona de Espanha que eu não conhecia.
Grazalema fica na serra de Cádiz, a sul de Sevilha e a norte de Cádiz e Málaga. É uma localidade que se encontra a 810m de altura, e é curiosamente o local em Espanha onde mais chove! Tivemos sorte, esteve sempre sol!

Chegámos sexta-feira ao fim da tarde, depois de percorrer uma estrada sinuosa (e linda!) a subir a montanha, e ainda a tempo de uma palestra onde estiveram a participar: Célia Burgos, Rosa Trias, Arturo Ramirez, Patrízia Torres, Inma Serrano, Gabriel Rubio. Muito bom o grupo! Fui tomando notas, e destaco esta frase: "O caderno gráfico é uma memória plástica, um exercício de liberdade".
 
Quem organizava este Encontro era a Galeria de Arte "Neilson Gallery", onde inaugurava uma exposição de Desenho, e onde houve um cocktail de seguida. Deram um Caderno feito de propósito para este Encontro. Comecei logo a conhecer novos amigos "dibujantes", de vários locais de Espanha, pois só conhecia a Inma e o Luís Ruiz. Todos achavam fantástico eu ter vindo de Portugal de propósito!


Sábado de manhã: um café e um primeiro desenho na Plaza España, mesmo ao lado do nosso Hotel.


 
 
Já com o grupo, subimos até ao mirador para fazer o primeiro desenho. Empoleirei-me numa pedra, a vista era deslumbrante! A rocha alta à direita é o "Peñon grande".
 

 
 
A Igreja de San José foi a paragem seguinte. Tirámos uma foto em grupo na escadaria, e depois  todos seguiram viagem, mas eu fiquei por ali mesmo.
 
 


Almoçámos depois em grupo num restaurante no centro da vila, foi um momento para ver cadernos, e para parar um pouco. Os espanhóis são muito simpáticos, divertidos, adorei! De novo na Plaza España mais um café e mais um desenho com a Iglesia de la Encarnación ao fundo e a Margarita em primeiro plano.




De rumo a mais um mirador, desta vez passando por uma fonte romana em frente ao "Labadero".
Grazalema é de origem árabe. O nome desta localidade foi primeiro Benzulema, depois Gran Zulema, e posteriormente o nome definitivo, Grazalema.





À noite foi a final do campeonato espanhol de futebol, em Lisboa! Ainda fui obrigada a assistir a um pouco na televisão do restaurante, e houve barulho de festejos na rua até às tantas da manhã!


Domingo de manhã: sentados no café mais uma vez na Plaza España. Mais novos conhecimentos e um desenho (incompleto), antes de subirmos até à Ermita del Calvário. Fiquei cansada mas valeu a pena!








De novo no centro antes de almoço, a habitual partilha de cadernos, e não um "adeus", mas sim "até breve"!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Os olhos também comem


 Ir jantar ao Belcanto numa altura em que estou a fazer dieta, seria realmente uma tortura não fora o facto de ter feito desta vez uma nova experiência: comer ( quase) só com os olhos! Mas também fica no ar a pergunta, "porque é que eu fui mesmo jantar ao Belcanto?" Porque era o início de um ciclo de jantares com os "10 Melhores restaurantes" eleitos pelos jurados do blog Mesa Marcada, e porque não consegui resistir ao convite do meu marido!
Começámos com os aperitivos no Mini-Bar, o mais novo espaço chef José Avillez no Teatro São Luiz, (muito giro conceito, delicioso tudo o que foi dado a provar ).
De seguida fomos para o Belcanto, a dois passos no Largo de São Carlos, onde os restantes pratos foram servidos.
Mas a verdade mesmo é que provei um pouco de tudo, e tudo estava maravilhoso, como já nos habituou o chef José Avillez.







 
 
O chef autografou o meu desenho com o seguinte texto: "A imortalização de uma "arte" efémera, muito obrigado, José Avillez".

Ainda desenhei o Duarte Calvão e o Miguel Pires, do  Mesa Marcada, a Paulina Matta, ligada à cozinha molecular e não só, a Alexandra Prado Coelho, do Público e do blog "Mais olhos que barriga",   e uma amiga, cujo nome não fixei.




E assim saí, com mais uma reportagem gastronómica!