sexta-feira, 20 de junho de 2014

Castelo Branco


Mais um excelente Encontro de Urban Sketchers, desta vez em Castelo Branco. Cheguei sexta à noite, ainda a tempo de me encontrar com a Manuela Rolão que tinha ido com um marido (um sketcher estreante), o Luís Ançã e o Tiago Cruz.

Durante o fim-de-semana andámos sempre em grupos, o que é uma coisa que cada vez me dá mais prazer. Estarmos juntos, mas de alguma forma cada um estar no seu mundo. E partilharmos formas tão diferentes de expressão!

Talvez por esse motivo os meus desenhos foram todos tão variados, que confesso estar com dificuldade em os "arrumar"!

Sábado começámos por visitar a exposição de artistas sul-americanos, pertencente ao Museu Berardo, no Centro de Cultura Contemporânea. Muito bonita.
 

 o Filipe a desenhar, (desculpa Filipe, não estás nada igual..) e eu a inventar...
  
 ainda no Centro, depois no Largo Espírito Santo
 

no Largo do Espírito Santo
 


à tarde durante a palestra na Junta de Freguesia, os nomes dos palestrantes e os temas
 

os assistentes...
   

e durante as refeições, o desenho não dá tréguas...
 
 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

as gravuras do Côa


Ainda por terras do norte, fui finalmente ver as gravuras do Côa. O nosso guia dizia que naquele tempo é que existiam verdadeiros artistas! Em baixo alguns desenhos gravados na primeira rocha que foi descoberta, numa zona chamada Canada do Inferno. Mais de 60 locais ao longo do rio Côa, num raio de 150 km foram até agora identificados. O Vale do Côa tem também uma grande variedade de aves, plantas silvestres, árvores, algumas quase em extinção, sendo visitado durante todo o ano por muitos grupos nacionais e estrangeiros. Uma visita que recomendo!
 









Depois de um almoço em Escalhão, uma visita que nos disseram ser obrigatória, à Igreja Matriz.
O motivo: no retábulo da Capela-mor, Jesus Cristo aparece retratado com um irmão gémeo...

 
 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Marialva


A aldeia histórica de Marialva localiza-se na Beira Alta, concelho da Mêda. Designada Civitas Aravorum no tempo dos romanos, foi ocupada depois pelos Godos e mais tarde pelos árabes. D.Afonso Henriques mandou-a repovoar, mais tarde D.Sancho I.

Casas do Côro é um turismo rural (quase se poderia designar como "rural chic") que pertence a um casal que ao longo dos anos tem vindo a recuperar pequenas casas, transformando-as em quartos, suites, apartamentos, com uma decoração confortável e de muito bom gosto.
Chegámos num dia feriado, o 1º de Maio, a tempo de apanhar um pouco de sol na piscina, e de tomar uma bebida fresca que nos foi simpaticamente oferecida.
Chega a hora de jantar. É servido numa grande sala, ainda pudemos ver o pôr-do-sol através da janela do fundo, onde estava um animado grupo de estrangeiros. A comida é servida num ritual que nos faz sentir querer ficar ainda mais tempo do que apenas um fim-de-semana! E tudo muito bom!







 






No topo de um penedo granítico, em posição dominante sobre a vila e a planície, ergue-se o Castelo de Marialva. D.Afonso Henriques iniciou a sua construção. O conjunto actualmente em ruínas, foi estruturado em função do dispositivo militar, e compreende dois núcleos amuralhados. Duas Igrejas estão no seu interior: a Igreja da Misericórdia e a Igreja de Santiago. Ouviam-se os cânticos, pois era a hora da missa de domingo.


 



 
Mesmo antes de regressar a Lisboa, a vista (linda!) do solário das Casas do Côro, com a piscina em baixo, o castelo em frente. Prometemos voltar! 
 

sábado, 14 de junho de 2014

era domingo...

 
Era domingo e eu queria apanhar banhos de sol. Fui até à Praia da Torre, mas como estava vento apanhei mais banhos de areia! E como não consigo estar parada...





Era domingo e eu queria apanhar banhos de sol. Queria ir até à Praia da Torre mas não tinha companhia e não me apetecia ir sozinha! Idéia: Aqui bem perto de mim, junto ao Tejo, deveria haver algum lugar onde me pudesse expor ao sol. Parque do Tejo: encontrei um vale entre duas lombas de relva, um lugar recatado, que até deu para estender a toalha de praia! De novo o bichinho que me obrigou a sentar e desenhar...


terça-feira, 10 de junho de 2014

Grazalema

 

Quando vi anunciado pela Inma Serrano um Encontro de Urban Sketchers em Grazalema, fiquei logo cheia de vontade de participar. Pareceu-me que o grupo era muito interessante, assim como aquela zona de Espanha que eu não conhecia.
Grazalema fica na serra de Cádiz, a sul de Sevilha e a norte de Cádiz e Málaga. É uma localidade que se encontra a 810m de altura, e é curiosamente o local em Espanha onde mais chove! Tivemos sorte, esteve sempre sol!

Chegámos sexta-feira ao fim da tarde, depois de percorrer uma estrada sinuosa (e linda!) a subir a montanha, e ainda a tempo de uma palestra onde estiveram a participar: Célia Burgos, Rosa Trias, Arturo Ramirez, Patrízia Torres, Inma Serrano, Gabriel Rubio. Muito bom o grupo! Fui tomando notas, e destaco esta frase: "O caderno gráfico é uma memória plástica, um exercício de liberdade".
 
Quem organizava este Encontro era a Galeria de Arte "Neilson Gallery", onde inaugurava uma exposição de Desenho, e onde houve um cocktail de seguida. Deram um Caderno feito de propósito para este Encontro. Comecei logo a conhecer novos amigos "dibujantes", de vários locais de Espanha, pois só conhecia a Inma e o Luís Ruiz. Todos achavam fantástico eu ter vindo de Portugal de propósito!


Sábado de manhã: um café e um primeiro desenho na Plaza España, mesmo ao lado do nosso Hotel.


 
 
Já com o grupo, subimos até ao mirador para fazer o primeiro desenho. Empoleirei-me numa pedra, a vista era deslumbrante! A rocha alta à direita é o "Peñon grande".
 

 
 
A Igreja de San José foi a paragem seguinte. Tirámos uma foto em grupo na escadaria, e depois  todos seguiram viagem, mas eu fiquei por ali mesmo.
 
 


Almoçámos depois em grupo num restaurante no centro da vila, foi um momento para ver cadernos, e para parar um pouco. Os espanhóis são muito simpáticos, divertidos, adorei! De novo na Plaza España mais um café e mais um desenho com a Iglesia de la Encarnación ao fundo e a Margarita em primeiro plano.




De rumo a mais um mirador, desta vez passando por uma fonte romana em frente ao "Labadero".
Grazalema é de origem árabe. O nome desta localidade foi primeiro Benzulema, depois Gran Zulema, e posteriormente o nome definitivo, Grazalema.





À noite foi a final do campeonato espanhol de futebol, em Lisboa! Ainda fui obrigada a assistir a um pouco na televisão do restaurante, e houve barulho de festejos na rua até às tantas da manhã!


Domingo de manhã: sentados no café mais uma vez na Plaza España. Mais novos conhecimentos e um desenho (incompleto), antes de subirmos até à Ermita del Calvário. Fiquei cansada mas valeu a pena!








De novo no centro antes de almoço, a habitual partilha de cadernos, e não um "adeus", mas sim "até breve"!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Os olhos também comem


 Ir jantar ao Belcanto numa altura em que estou a fazer dieta, seria realmente uma tortura não fora o facto de ter feito desta vez uma nova experiência: comer ( quase) só com os olhos! Mas também fica no ar a pergunta, "porque é que eu fui mesmo jantar ao Belcanto?" Porque era o início de um ciclo de jantares com os "10 Melhores restaurantes" eleitos pelos jurados do blog Mesa Marcada, e porque não consegui resistir ao convite do meu marido!
Começámos com os aperitivos no Mini-Bar, o mais novo espaço chef José Avillez no Teatro São Luiz, (muito giro conceito, delicioso tudo o que foi dado a provar ).
De seguida fomos para o Belcanto, a dois passos no Largo de São Carlos, onde os restantes pratos foram servidos.
Mas a verdade mesmo é que provei um pouco de tudo, e tudo estava maravilhoso, como já nos habituou o chef José Avillez.







 
 
O chef autografou o meu desenho com o seguinte texto: "A imortalização de uma "arte" efémera, muito obrigado, José Avillez".

Ainda desenhei o Duarte Calvão e o Miguel Pires, do  Mesa Marcada, a Paulina Matta, ligada à cozinha molecular e não só, a Alexandra Prado Coelho, do Público e do blog "Mais olhos que barriga",   e uma amiga, cujo nome não fixei.




E assim saí, com mais uma reportagem gastronómica!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Leiden



Leiden é uma cidade holandesa que se situa a cerca de 50 quilómetros a sul de Amesterdão.
Estive recentemente pela terceira vez nesta bonita cidade por um motivo: o projecto que estou a fazer para a nova Ourivesaria De Gunst Juwelier, de que é proprietário o Ruud De Gunst.
Ele e a mulher, Katie, são apaixonados por Portugal, onde vêem com bastante frequência.

Aqui em Leiden, como em todo o país, as pessoas deslocam-se de bicicleta, há bicicletas e ciclistas por todo o lado!
Era dia de mercado, do outro lado do canal tendas vendiam um pouco de tudo, mas fundamentalmente comida. Não resisti às bolachas (wafers) com caramelo, típicas daqui. Nem a fazer, já ao fim do dia, um desenho da fachada da loja antes das obras!



domingo, 11 de maio de 2014

na Cova da Moura

Quando o Mário Linhares, dos Urban Sketchers Portugal, anunciou este encontro, fez o seguinte comentário: desmarquem tudo!
E tinha razão!

Entrei no Bairro da Cova da Moura, ainda com todas as reservas que nos são colocadas na cabeça pela comunicação social. O ponto de encontro era a Associação Cultural Moinho da Juventude, onde estava fundadora, Lieve Meersschaert, psicóloga e belga de origem. Esta Associação tem feito um importante trabalho nesta comunidade, a vários níveis.
De seguida o Miguel Horta guiou-nos pelo bairro explicando, de uma forma apaixonada, as curiosidades, histórias, e os locais que achava mais interessantes para serem desenhados. De vez em quando parava e conversava com os seus conhecidos.
Tudo se revelou uma descoberta porque nos começámos a sentir bem, à vontade, no meio de pessoas afáveis que passam e nos dão os bons dias! E com motivos infinitos para desenhar!


 
 
Primeira paragem: no Largo da Bola. Impossível não me focar no mar de fios eléctricos.
 
 
 
Segunda paragem:
 


Antes do almoço de churrasco, no Moinho da Juventude, a Fortunata e a Kyara aproximaram-se de mim para ver o que eu estava a fazer (desenho anterior), e quiseram ser desenhadas. A Kyara disse-me que tinha os olhos em amêndoa, e a outra perguntou: o que é amêndoa? Escreveram os nomes nos desenhos, prometi que lhos iria enviar.





Depois o dito churrasco, para o qual também tinham sido convidadas muitas pessoas do bairro. Muito giro!



 

Depois de beber café no Café Princesa, mais uns desenhos junto da Rosário, Luís Frasco, Filipe Almeida, para cujo desenho o Zé Emílio estava a olhar...
 


 

Tinha passado de manhã aqui na Rua do Vale, achei muito bonita esta vista. Parei de tarde para desenhar. Perto estavam o Mário, a Ketta, o Nelson.


Fiquei com pena de acabar o dia. Gostava de poder ser útil a esta comunidade. Fiquei a saber que se pode telefonar para a Associação (21 497 1070),  para reservar para um jantar de comida típica num restaurante cabo-verdiano. Uma forma também para se conhecer o bairro. Irei seguramente voltar!


 

a acabar um fim-de-semana alentejano

 
Convento do Espinheiro
 
Reza a história que Nossa Senhora terá aparecido em cima de um espinheiro a um pastor. Deste local de devoção foi feita uma capela e o Bispo D. Vasco Perdigão terá mandado fazer depois um convento que entregou aos frades Jerónimos, no Séc. XV.
Localiza-se a cerca de dois quilómetros de Évora. Hoje em dia é considerado Património Mundial da Humanidade pela UNESCO e nele está instalado um Hotel.
 

 


É muito bonito no exterior e interior, transmite uma grande calma. Tem uma igreja muito bonita, claustros, o antigo refeitório dos monges, e também muitos objectos e imagens a decorar todos os espaços. Gostei muito desta imagem de Nossa senhora da Conceição.





Não querendo desculpar-me, queria só mencionar que este caderno tem um tipo de papel muito liso, a aguarela fica mais manchada...
Quis captar o azul intenso do céu, mas acho que exagerei...

26 Abril



Depois de acordar em Évora, no Convento do Espinheiro, um passeio pelo Alentejo e uma visita à barragem de Alqueva. É a maior barragem portuguesa e da europa ocidental, situada no rio Guadiana, perto da localidade que lhe dá o nome. É também o maior reservatório artificial de água da Europa.
E estava mesmo cheia!







Para almoçar escolhemos o Al-Andaluz, já em Reguengos de Monsaraz. Descobri (porque fiquei mesmo em frente), que existe um canal de televisão espanhola, "Toros", que só dá reportagens que estejam relacionadas com o tema. O dono do restaurante era muito falador, não só do tema comidas mas também do tema touros: ainda tentou convencer-nos que na tourada existia uma luta de igual para igual...Mas a comida estava óptima, por isso valeu a pena!




sexta-feira, 9 de maio de 2014

em Mora

 
 
Depois de um belo almoço no Afonso, no centro de Mora, sentei-me na Praça Conselheiro Fernando de Souza, que provavelmente também será chamada de Largo da Igreja. Gostei deste senhor sentado ao sol, pareceu-me um alvo fácil!
 

 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

25 de Abril, início de fim-de-semana prolongado

 

A caminho de Évora, uma primeira paragem no Fluviário de Mora. Achei muito interessante, fui tomando notas e desenhando alguns peixes naquilo que era a simulação do seu habitat natural. Gostei principalmente de conhecer as piranhas "em pessoa"!





 
 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

"O Espiritual no Desenho", em Vittorio Veneto



De volta a Vittorio Veneto, foi lançado o último desafio:

Leitura: Cordeiros no meio de Lobos.
É um risco ser cordeiro no meio de lobos...

Primeiro desenhei as folhas que tinha apanhado no caminho, com uma cor ferrugem intensa, que ao longe parece vermelho. Sentei-me na esplanada da Praça central, na zona antiga, a beber mais um capuccino...





e a desenhar também os desenhadores, cada um tentando cumprir a sua missão.
Tentei também cumprir a minha, sentindo aproximar-se a hora da despedida, esperando já por um
próximo reencontro...



A Emília no centro da praça rodeada de pessoas que participavam no seu desenho, a Patrícia a filmar, o Mário, o Filipe...

"O Espiritual no Desenho", Terceiro dia



A greve dos comboios pregou-nos uma partida e não conseguimos transporte para Veneza. Ficámos pelo caminho, em Conegliano. O Mário lançou mais um desafio:

Leitura: O tesouro escondido

Procurar o nosso tesouro, desenhar o mapa do tesouro. Mas onde é que ele está? Não sei por onde começar... Deixei-me ficar, calmamente comecei a pintar o que via, só mancha, tudo estava desfocado. Não me apetecia sair dali, não me apetecia procurar... Depois fui indo em direcção aos arcos do edifício ao fundo da rua. Passei por eles, um novo espaço à minha frente. Parei nessa Praça, conversei com uma colega e amiga. Continuei a desenhar, rumei em direcção ao monte. Passei por pessoas que me deram os bons dias. Cheguei a um mirador de onde se avistava a Praça onde antes estivera, a conversar, a dar um ombro amigo. Seria esse o meu tesouro?











sexta-feira, 2 de maio de 2014

ainda Veneza



Já sem tema obrigatório, sentei-me junto da Ketta e da Emília, perto da Praça de São Marcos, a desenhar outro motivo que sempre me tinha cativado: a ilha de San Giorgio Maggiori e a Basílica com o mesmo nome.

Este desenho representa para mim, de alguma forma,o resumo deste retiro: O captar de um momento, uma vista deslumbrante que há muito queria desenhar, conseguir alhear-me da confusão à minha volta, estar comigo mesma, mas ao mesmo tempo sentir a companhia e amizade de quem estava perto de mim. Muito bom aquele fim de dia em Veneza.