segunda-feira, 15 de junho de 2015

A nova carta da Cantina da Estrela

 
Fui convidada a desenhar os novos pratos do restaurante a Cantina da Estrela, que fica no Hotel da Estrela. Disse logo que sim, ao que me responderam: então vou enviar-lhe fotos para poder desenhar.
-Não Miguel, mas eu não desenho por fotos. Tenho que ver ao vivo... e saborear!
Combinámos um almoço, que deu neste resultado, além de algumas calorias extra...
Mas recomendo a experiência!
 
Os meus desenhos no site do restaurante:
 
 










quinta-feira, 11 de junho de 2015

Quando os desenhadores também são desenhados...

Mais uma sessão de Desenho Cru, na passada segunda-feira, mas com uma pequena diferença: os modelos foram os próprios desenhadores! A Sara abriu as hostilidades com a sua arma de defesa!

























Valdelarco

 
No domingo acontecia um encontro em Valdelarco, uma bonita terra perto de Aracena, já no caminho para Portugal. Estive primeiro a desenhar a vista desde um ponto alto, e depois na praça central, em amena cavaqueira e a petiscar com o grupo!







em Aracena, dentro das grutas

 
Uma das coisas que me motivou a participar neste encontro foi a possibilidade de desenhar dentro das grutas! Com o guia a abrir caminho, fomos em grupo apreciando aquela beleza natural,  parando de vez em quando, para desenhar. Passou tudo muito rápido, consegui fazer alguns registos que partilho!
 
 
 
 













terça-feira, 9 de junho de 2015

em Aracena, a cidade

 
Em Abril participei num "Encuentro de dibujantes" em Aracena, na nossa vizinha Espanha.
Assim que cheguei recebi logo as boas vindas com uma multa de estacionamento, por ter parado para descarregar a mala em frente ao meu hotel! Recomposta desse choque inicial, acabou por ser um fim de semana simpático!
 
Aracena é mais feia do que bonita, mas a arte de quem desenha é tornar o feio bonito, ver o bonito no menos bonito, não é verdade?
 
Por isso ânimo, vamos aproveitar, pensei eu para os meus botões!
 
 
 
 
 




Na praça central de Aracena, a Plaza del Marques de Aracena, exercícios propostos pela Patrícia Torrez, que deu uma palestra seguida de um worshop.




Depois um almoço, claro, porque em Espanha há que parar, comer e confraternizar!




segunda-feira, 8 de junho de 2015

reflexões de fim de Retiro

 
Como nos reflectimos na cidade? Registamos o nosso reflexo ou as sombras que produzimos? Que contextos nos ajudam a ter noção da nossa relação com o mundo? 
 
 
 
 
 
Sentada num café com a Ketta, o Mário e a Teresa, lá fora a Patrícia a filmar-nos.
Um jogo de espelhos, reflexos, transparências, de verdades, de imagens. Será que o que vemos reflecte a verdade, ou aquilo que julgamos (ou queremos) que seja a verdade? Conseguiremos ver-nos no nosso reflexo?


 
Não eu, apenas o (meu) reflexo na cidade de Turim...
 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Turim, Dia 3 e meio

 
"A outra margem" significa distanciamento, significa procurar a verdadeira essência, força e clareza...
 



A cidade de Turim vista da outra margem, do cimo do Monte dei Capuccini.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Turim Dia 3

 
A Euforia do Desenho
 
Três desenhos, três locais, uma manhã muito divertida!
O objectivo era desenhar euforicamente, com cores vivas, e também duma forma muito rápida.
 
Começámos dentro de uma Igreja, penso que era o Santuário della Consolata, mas como não percebi bem o exercício, fui para um canto com mais dois "colegas" e o desenho ficou pouco colorido.
 

 
 


Já na Piazza Castello, o resultado foi bem diferente. Todos sentados em semicírculo, íamos passando, de minuto a minuto, os materiais que cada um tinha selecionado. Muito stressante mas muito giro e divertido.




E ainda um desenho em grupo na Piazza Carignano, onde céu ficou bastante eufórico!



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Turim, Dia 2 e meio

 
 
O Sudário de Turim ou Santo Sudário é uma peça em linho que os cristãos acreditam que seja o tecido que cobriu o corpo de Jesus Cristo após a sua morte.
Está guardado na Catedral de Turim desde o séc. XIV, e raramente é exibida em público.
Foi a inspiração para mais um tema: Do Sudário
 
Desenhar com a cera de uma vela, deixar arder a vela até ao fim...
Olhar diferente para desenhar diferente. Desenhar a ausência de vida, procurando sinais de vida.

 


 


Marcas, manchas, vestígios, morte, ressurreição, vida, acreditar. As velas ardem até ao fim...


 
Acredito que a vida renasce enquanto a cidade se funde no rio...



 
Acredito que um novo dia vai (re)nascer e com ele a cidade...
 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Turim Dia 2

 
Giusppe Allamano nasceu em Turim e foi o fundador dos missionários da Consolata. A Casa da Consolata onde ficámos desta vez é a mais antiga de todas.
Em 1901 foram enviados os primeiros missionários, 4 homens, para o Quénia, mas a intenção era a Etiópia. Giuseppe Allamano deu-lhes as melhores máquinas fotográficas que havia na altura para que pudessem registar tudo em imagens. Também deviam escrever periodicamente e relatar pormenorizadamente tudo o que faziam, o que os rodeava. Ele nunca partiu em missão pois a sua saúde nunca o permitiu.
Nesta Casa da Consolata existe um museu, do qual o responsável é Guiseppe Quatrocchio. Tem um imenso espólio trazido pelos missionários, em grande parte, mas também fruto de ofertas, e que é no mínimo fascinante.
Começámos por uma viagem aos primórdios da Humanidade, desde o "nascimento" do primeiro homem às suas movimentações pelo globo, épocas glaciares. Uma altura que que tudo se contava por milhares de anos... Acho curiosa esta abordagem num local de missionários cristãos: não foi Deus que criou o Homem?



Com tanta, tanta coisa linda para desenhar, desde animais a embalsamados a insectos, com borboletas de mil cores, e muitíssimo mais pelo meio, fiquei-me por esta estatueta fetiche (que continha veneno) e pelos escudos de protecção... Como acredito que tudo na vida tem um sentido, seguramente existe uma explicação...



Turim, Dia 1 e meio


De tarde, no Museu do Cinema, a procurar a essência das coisas...

O cinema italiano nasceu em Turim. O "Museo Nazionale del Cinema" é muito interessante de ser visitado, não só por toda a história e documentação que tem, mas porque todo ele, do exterior ao interior, impressiona os sentidos. É essa no fundo a essência do cinema. Impressionar, deixar uma marca, um registo.



 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Turim à chegada e Dia 1


26 a 30 de Março 2015. Mais um Espiritual no Desenho, desta vez em Turim. Como sempre um grupo fantástico, momentos de desenho, de convívio e de partilha inesquecíveis. Os desenhos? Motivo ou consequência, um dos dois será...


Na noite da chegada:




Na manhã do primeiro dia, "entramos na caravana, sem certezas"...
Não olho para onde vou, vou na caravana, deixo-me ir. Ouço os sons: hospitale maria vitoria... martineto... livorno... industria...Continuo a não olhar, mas começo a sentir-me inquieta... Olho para fora, olho novamente para dentro, o Mário sorri-me. Ainda estou na caravana! Começo a sentir medo...-piazza de la Republica... -Vou sair!




A alegria cá fora surpreende-me, estou no mercado! Sinto falta de um café. Bebo-o, reconforto-me por momentos. Mas o que é que me faz falta? Talvez de partir à descoberta com tempo para não ter tempos que me prendam. Quero sentir-me aquilo que não sou, nem estou, ainda: livre. As cores e os sons das bancas prendem-me na sua diversidade e profusão. Desenhá-las começa a libertar-me. Começo a sentir-me dona do meu destino.





Mas o que é que eu procuro, o que me faz falta? O que me inquieta? Começo a caminhar...
Paro com a beleza da Basílica Manzi, ano 1679-1699, projecto de António Bettino. Sento-me na escadaria, mas o que me atrai é uma outra fachada em frente. Recordo a frase: "Volta-te e torna a confiar nos teus olhos"... Pouso a mochila, refugio-me no conforto daquele varandim, que histórias terá por trás?
Continuo o caminho, continuo a procura. Encontrar a lógica inesperada... Será que a encontrei? Ou será que este caminho nunca acaba, estará sempre por fazer?





segunda-feira, 18 de maio de 2015

Mulhouse


Mulhouse (lê-se "muluze"), fica em França muito próximo da cidade suíça de Basileia, e também da Alemanaha.

É onde dormimos quando visitamos a feira de Basileia. Esta ano regressei mais cedo a Portugal, mas ainda consegui fazer este desenho no dia da chegada, sentada numa esplanada na Place de la Reunion.


domingo, 17 de maio de 2015

a Quinta do Vesúvio

 
Dona Antónia Adelaide Ferreira, nasceu no Peso da Régua, num dia estival, no início do século XIX.
Com uma vida dedicada ao Vinho do Porto, a Ferreirinha foi notável na introdução de inovações para a época. Cedo viúva de um marido que pouco acrescentava à mulher que se viria a tornar, não se deixou encostar ao dinheiros e às vinhas da sua família e com a ajuda de José da Silva Torres (o administrador que viria a tornar-se o seu segundo marido) lutou estoicamente contra o desfoque do governo português.
Reconhecida pela sua guerra à doença da vinha, a filoxera que a levou a Inglaterra para aprender os meios mais eficazes de combate a esta peste, bem como processos mais sofisticados de produção do vinho. A Quinta do Vesúvio é por isso uma morada muito especial, tendo sido uma das quase trinta quintas que deixou no ano da sua morte (1896).
Fica junto a uma estação de comboios de seu nome Vesúvio, perto de Peso da Régua, mesmo junto ao rio Douro. Consigo imaginar a Dona Antónia na varanda desta bonita casa, a olhar o sereno rio...



sexta-feira, 15 de maio de 2015

terça-feira, 12 de maio de 2015

Almoço na H&M


Para apresentação da coleção H&M Home, convidaram a Cristina Santos Silva a juntar um grupinho de amigas numa mesa decorada por ela com produtos H&M:
Muito divertido (e bom) o almoço! No final, todas escreveram no meu caderno!
Nota: O pássaro fazia parte da decoração do prato, e a flor era verdadeira e comestível.


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Os meus desenhos na Fora de Série


No sábado passado saiu a revista Fora de Série com desenhos meus na capa e no interior!
As lojas da Avenida da Liberdade eram o tema. Fiz um levantamento de tudo o que existia, e desenhei as fachadas encolhendo-as no sentido da largura, mantendo as alturas, e colocando apenas os edifícios que têm lojas. É por isso uma avenida imaginária, onde existe comércio e hotéis, porta sim porta sim!





 

domingo, 10 de maio de 2015

Av. 5 de Outubro, 176

 
Acabava hoje a entrega de desenhos, para uma exposição que irá decorrer no mês de Junho, sob o tema "Lisboa entre Séculos". Existia uma lista de vários edifícios a serem desenhados, e supostamente não deveríamos desenhar se já alguém o tivesse feito. Hoje só restavam o liceu Camões que está todo tapado por árvores, o Balneário não sei de quê dentro do hospital Miguel Bombarda que estava fechado e um edifício na 5 de Outubro.
Por isso às 9 e meia da manhã lá estava eu a desenhar o edifício do nº 176 da 5 de Outubro. É um bonito edifício que passa despercebido quando passamos de carro e onde existe um dos bares mais antigos de Lisboa (que eu em tempos frequentei...), o Metro e meio! Nem sabia que ainda existia!
Fiz o desenho, a seguir fui ao ginásio, e depois corri para publicar no Blog UskP antes que alguém o fizesse!
Como sempre, até parece que só sei funcionar debaixo de stress e à última hora...