terça-feira, 5 de julho de 2016

Fim-de-semana em Paris


Estive este último fim-de-semana em Paris a participar num evento de uma das marcas com que trabalho, a Chaumet. Foi um momento dedicado à imprensa, com várias actividades que incluiram uma manhã num atelier de cozinha/galeria de arte: Le Purgatoire- 54 Paradis, de Alain Cirelli. Nome muito sugestivo, o Purgatório na rua do Paraíso!
Fiquei com uma dúvida, já não me estou a lembrar: o Purgatório é uma passagem para o Céu, ou também pode ser para o Inferno?
Fica aqui a pergunta, e também os desenhos e as receitas...

Cocktail "Angel Touch"



Robalo recheado com legumes

 
 


O local, muito giro, se tiverem algum evento em vista em Paris, claro está:
http://le-purgatoire-paris.fr/en/

quarta-feira, 15 de junho de 2016

o velho Pap'Açorda e o novo Pap'Açorda

 
Um ficava no Bairro Alto, foi durante muitos anos um restaurante de referência: pela comida, pelo ambiente... As costeletas de borrego panadas, os pastéis de massa tenra, o paté de santola... Muitos bons momentos foram lá passados: o pedido de noivado da minha filha Clara, entre muitos e muitos mais.
O outro fica agora no primeiro andar do "em moda" edifício do Mercado da Ribeira. Mantém-se o nome, a fama por enquanto ainda chama os lisboetas aficionados, como eu...Não me parece que por muito tempo! Mas qualquer semelhança é pura coincidência!
Lembra-me o velho ditado: Nunca voltes onde foste feliz...
 
 
 
 
 

terça-feira, 14 de junho de 2016

em Alcobaça ao almoço

 
De breve passagem por Alcobaça, sem tempo para desenhar o mosteiro (sim, porque isso de desenhos rápidos não tem muito a ver comigo...não tenho nada contra, mas também não tenho nada a favor...), uma estreia num dos clássicos da cidade: O António Padeiro.
 
Muito bom tudo!! Muito estético, muito saboroso!! E pelo menos desenhei a comida alcobacense...
 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

no Alma

 
Fomos experimentar o (na altura) novo restaurante Alma do Chef Henrique Sá pessoa, no Chiado.
Tudo fantástico, os sabores, as texturas, muito estético, o Chef simpáticamente assinou o meu caderno, no final uma bela refeição e mais umas páginas na minha colecção gastronómica!
 
Nota: Na última sobremesa não escrevi o nome porque se acabou a tinta na minha Namiki...ossos do ofício...
 








no Kanazawa

 
É um restaurante, fica em Algés, e só tem 8 lugares num balcão, só funciona com reserva. Podemos ver o Chef japonês Tomoaki Kanazawa confeccionar os pratos, a filha a ajudar, a mulher na sala. As iguarias são colocadas em frente a nós para serem provadas, o que no meu caso não era imediato... A decoração à volta do que se ia comer era tão exuberante que só de olhar ficava cansada e, claro, me tomava mais tempo do que o costume para desenhar. Mas lá consegui chegar ao fim, da comida e não só...
 
Estava tudo muito bom, o chef assinou o meu caderno mas não se manifestou... será que pensou que eu ia copiar?
 

 







terça-feira, 7 de junho de 2016

bye bye Beirã


Domingo de manhã, só deu mesmo tempo para um desenho rápido (onde é que eu já ouvi isto?), tomar o pequeno almoço no Trainspot, agradecer muito ao Eduardo Salvador o fantástico acolhimento e o belo fim-de-semana que nos proporcionou, e rumar de volta a Lisboa com a minha companheira de estrada, a Teresa Ruivo!

Uma das coisas boas de desenhar é que os momentos continuam a viver nos cadernos, nós podemos voltar a eles quantas vezes quisermos. As pessoas, os cheiros, os sons, as conversas, o frio, o calor, a dor no ombro, este ou aquele detalhe, o nosso estado de espírito. Essa magia é inexplicável,
mas que é magia é!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Marvão


Em Marvão é difícil escolher pontos de interesse para desenhar, pois cada um é mais bonito que o outro! O grupo reuniu-se às 10h no Centro cultural de Marvão. A partir daí cada um escolheu o seu percurso, eu dirigi-me para o Castelo.

Já dentro do castelo, com vários urbansketchers à minha volta, em amena cavaqueira (que também faz parte destes encontros), a olhar para Norte...



Dentro do Castelo, a enxotar mosquitos e afins, e a olhar para sul...



À hora de almoço, a olhar para o prato e para a vista...



À sombra da igreja, a olhar para Nascente, Santo António das Areias e Espanha no horizonte...



Confortavelmente sentada na esplanada com o Nelson e a Teresa, a olhar para mais telhados...



Ao fim do dia, sem parar de desenhar, junto à muralha, e mais um detalhe das bonitas ruas...



Confesso que cheguei ao fim do dia cansada mas feliz, e com a sensação que passaria ali uma semana inteira sempre com coisas para desenhar! Fiquei "Marvãoaddict"!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Marvão - Beirã

O último comboio parou nesta estação no dia 31 de Janeiro de 2011.
 
A inauguração oficial, desde Lisboa até Marvão-Beirã, data de 6 de Junho de 1880. A partir de então, e durante grande parte do séc XX, este itinerário constituiu a principal união ferroviária entre Portugal e Espanha.
 
Projecto do arq. Raul Lino, com painéis de azulejos retratando os principais pontos de interesse turístico da época, este é um dos edifícios da actualmente desactivada estação.
Num outro, antigamente ocupado pelo restaurante, está instalado o Trainspot, uma Guesthouse onde fomos muito bem recebidos e começámos o fim-de-semana com um objectivo "à vista": desenhar Marvão!

 
 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

O Nuno Furtado é pintor da construção civil...

 
Domingo de Páscoa, dia de estar em família, com uma outra família, também minha, a dos desenhadores. A beleza e tranquilidade da ilha de São Miguel reconfortam-me. A Igreja de São Roque impõe-se na paisagem. Os homens que passam observam o meu desenho (sim, porque as mulheres estão em casa a fazer o almoço...), o Nuno quis ser desenhado, e quis que o fotografasse com o desenho que dele fiz. Tinha um fio com uma cruz, como a cruz com Cristo no interior da Igreja. Acredito que tudo tem um sentido...
 
 
 

 
 
 



quarta-feira, 4 de maio de 2016

de novo nos Açores

 

 
Mais um retiro de "O Espiritual no Desenho" com o Mário Linhares, desta vez em território nacional, na bonita ilha de São Miguel, nos Açores. O padre Nuno Branco, que eu ainda não conhecia, também fazia desta vez parte do grupo. Gostei muito dos temas que lançou em parceria com o Mário.

Muito bom também, como sempre, este tempo que nos faz parar e cortar com as rotinas, este tempo que nos obriga a pensar, a falar, a escutar, a emocionar algumas vezes, e que não são poucas...

Raramente fico contente com os desenhos que faço,  eles acontecem porque têm que acontecer, acontecem porque são o primeiro elo de ligação entre as pessoas que ali estão no retiro. Mas eles guardam em si as memórias do carinho, da cumplicidade, das emoções, da partilha, que nos fazem sempre dizer no final: Para o ano conta comigo, Mário!


Alguns dos desenhos que fiz durante os três dias:
Na Lagoa das Sete Cidades, a ouvir os sons, o que são, de onde vêm...a Cartografia dos Sons...



 
Nos campos de chá da Gorreana, a beber um chá e a apreciar a linda a vista sobre a ilha e o mar!



terça-feira, 19 de abril de 2016

Casa de Santa Maria


Domingo passado participei em mais um encontro dos UrbanSketchers, em Cascais, na Casa de Santa Maria, que fica na baía  junto ao Farol de Santa Marta.
Foi construída em 1902 com projecto do arquitecto Rui Lino, e a pedido do aristocrata Jorge O´Neil.
A vista da casa seria ainda mais bonita se não tivessem construído em frente a marina de Cascais...
Mas isso não impediu que fosse um dia muito bem passado, a carregar baterias com sol, amigos, e desenho!

Primeiro, confortavelmente sentada num café, uma vista da casa e do farol.




Depois, no exterior da casa, gostei do requinte de ter um acesso via mar...



E aquele terraço, quantas histórias guardará na sua memória...


sexta-feira, 1 de abril de 2016

Workshop em Lisboa com o Kiah Kiean Chng

 
O Kiah Kiean Chng é malaio e desenha com pauzinhos que afia e molha em tinta, isto dito de forma a simplificar a descrição!
Tinha feito o Workshop dele no simpósio em Singapura, não quis perder estes dois dias em Lisboa a "tentar" desenhar com esta técnica. Muito frio, o tempo, mas muito giro estar a aprender com ele e com todas as outras pessoas que participaram!
 

 
No aqueduto das Águas Livres:
 






No Panteão Nacional:



Em Alfama:

 
 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Obrigada filhas!

 

Durante a manhã do terceiro dia na ilha, fomos à Caldeira Grande, onde existe uma nascente com água a 33º que alimenta piscina naturais. Era bastante apetecível um mergulho, estava cheia de turistas, o meu marido foi mais afoito, mas eu tive preguiça de me atirar lá para dentro!
De seguida fomos até à Lagoa do Fogo. Mas como nos Açores o tempo muda muito rapidamente, não se via nada com o nevoeiro que se levantou, pelo que rumámos até Ponta Delgada para almoçar. Desta vez as cracas e as lapas fizeram a sua estreia! De tarde regressámos à Ribeira Grande, que se preparava para a sua festa anual "Cantar às Estrelas". Grupos de várias freguesias desfilam pela cidade, cantando uma música feita para aquela ocasião. As ruas estão cheias de gente, gostei muito de ver, mas no final refugiei-me na Igreja, estava mais calmo que cá fora...
E assim se passaram três óptimos dias, um belo presente Natal que nos foi oferecido pelas nossas filhas! Obrigada filhas!!







segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

domingo nos Açores


 
Ficámos instalados no Santa Bárbara Eco Resort, mesmo junto à Ribeira Grande, a norte da ilha.
Esta unidade hoteleira foi inaugurada há menos de um ano, tem uma integração perfeita na paisagem, uma decoração muito gira, uma praia privativa ao cimo da qual comecei (já tardiamente) o meu dia de domingo.
 
 


Depois Ponta Delgada, e almoço no Cais 20, com uma bonita vista sobre o mar e sobre o meu prato: o cavaco (que desta vez não desenhei), mas que estava delicioso!




Como o sol abriu, rumámos em direcção à Lagoa das Sete Cidades. Estava fresquinho lá no cimo, decidi-me por uma vista do Miradouro do Cerrado das Freiras. Como não sei (ou melhor, não sabia) qual era a verde e qual era a azul, pintei as duas da mesma cor! Afinal a azul é a da direita...




Já de regresso à Ribeira Grande, uma visita ao ARQUIPÉLAGO, Centro de Artes Contemporâneas.
O projeto deste complexo mantém no conjunto o caráter industrial e destaca o diálogo entre um edifício existente (antiga fábrica de álcool / tabaco) e a nova construção. Gostei muito da interligação entre os espaços interiores e exteriores. Muito bonita também a colecção exposta, que pertence a António Cachola.
Fui desenhando o que ia vendo, sem pressas, sem objectivo definido, à medida do que me ia dando prazer...









quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

nos Açores


Voltei aos Açores, mais precisamente a S. Miguel, depois de um interregno de cerca de 30 anos. Encontrei uma ilha ainda mais bonita do que o que tinha guardado na minha memória.
No dia da chegada uma ida às Furnas, ao Parque Terra Nostra e ao cozido do Miroma que estava muito bom! À noite jantei o bife à Alcides, no Alcides em Ponta Delgada. Os dois clássicos ex-libris gastronómicos da ilha.



 



 
 
 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O pavilhão de Radio do IPO

 
No Domingo seguinte voltei ao IPO para fazer um desenho para oferecer, como nos foi sugerido. O Pavilhão de Rádio (onde a minha queria tia Ana trabalhou muitos anos), foi o tema que escolhi. E o contraste entre a arquitectura e a vida, neste caso sugerida pela árvore, que mesmo com mutações, consegue resistir ao tempo e aos tempos...
 
Pesquisando sobre o edifício:
Projectado em 1927 pelo arq. Carlos João Chambers Ramos e inaugurado em 1933, no período do aparecimento da arquitectura moderna portuguesa, é um dos escassos e claros exemplares de cariz funcionalista e racionalista, na linha de Walter Gropius,, numa época dominada maioritariamente por outras linguagens.
Foi a primeira construção europeia a obedecer às directrizes exigidas para aplicação das radiações, definidas no II Congresso Internacional de Radiologia, realizado em 1928, na cidade de Estocolmo.
 
 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

a desenhar no IPO


Fomos convidados, como Usk Portugal, a desenhar no IPO, Instituto Português de Oncologia.
É um local que visitei muitas vezes em miúda, pois duas tias minhas trabalharam lá há muitos, muitos anos.
No âmbito deste projecto e durante duas semanas vários desenhadores captaram locais, ambientes, cenas, em zonas públicas e em zonas de acesso restrito, e no sábado passado houve um encontro no qual participei. Fomo-nos distribuindo por grupos, a nossa simpática guia propôs este espaço, a sala de Quimioterapia. Foi onde fiquei a desenhar, com a Rosário, a Manuela o Jorge e o Zé, sentindo o calor humano de quem estava comigo em contraste com aquela sala que nos suscita sentimentos tão agrestes. Mas a vida é mesmo assim, feita de várias perspectivas e também de memórias, como as deste espaço que seguramente serão muitas...

"Na Sala de Quimioterapia, a Cadeira. Confortável ou ameaçadora? Esperança, fé..."



Depois desenhei um dos equipamentos de Ressonância Magnética. Este é o mais moderno do IPO.
A linha no pavimento vermelha e branca delimita o espaço que se pode pisar. Se se ultrapassar essa linha corremos o rico de o campo magnético nos fazer ficar agarrados à máquina! Disseram que já aconteceu isso a um aspirador! No tecto, uma simulação de uma claraboia através da qual se vislumbra um céu azul, nuvens e árvores...